Houve uma grande expansão na prática de teledermatologia devido à pandemia da COVID-19. Uma das principais limitações dessas consultas é a dificuldade de incorporar a dermatoscopia.
Uma das soluções adotadas para confrontar esse problema foi aplicar uma gota de desinfetante transparente à base de álcool sobre a lesão a ser examinada, e o paciente tira uma fotografia da lesão através do líquido. O fluido reduz o reflexo da superfície e facilita a visualização das estruturas subsuperficiais. Qualquer smartphone ou câmera compacta é suficiente para a captura, facilitando o envio da imagem para o dermatologista. A qualidade e resolução são melhores com câmeras dedicadas com modo macro.
Outra solução foi descrita por Blum e Giacomel (2015) – chamada de dermatoscopia com fita. Esse se dá a partir de smartphones que são usados para capturar imagens dermatoscópicas de lesões após a aplicação do líquido de imersão, seguido da cobertura da área com fita adesiva transparente. Esse método é mais simples e rápido, evitando as dificuldades práticas de aplicar fita sobre uma superfície líquida. As principais limitações são a ampliação mínima (embora o zoom do dispositivo de captura possa ser usado) e o reflexo do flash, que pode interferir na qualidade da imagem. Esse pode ser minimizado ao variar os ângulos durante a captura. Embora a qualidade da dermatoscopia não seja comparável à dos métodos tradicionais, esta técnica pode ser uma ferramenta prática e fácil para triagem e triagem inicial em consultas de teledermatologia iniciadas pelo paciente.