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/ Publicado el 22 de enero de 2026

Diagnóstico diferencial

Dermatofibroma e variantes raras na prática dermatológica

Análise clínico-histopatológica de 239 casos, destacando variantes raras e desafios no diagnóstico diferencial com neoplasias malignas.

Autor/a: Erdil, D. I. et al.

Fuente: An Bras Dermatol. 2025; 100: 152-7 Dermatofibroma: análise clinicopatológica de 239 casos

O dermatofibroma é um dos tumores benignos cutâneos mais comuns na prática dermatológica, geralmente localizado nas extremidades e caracterizado por nódulos firmes, acastanhados, elevados e solitários. Histologicamente, apresenta proliferação de células fusiformes, fibroblásticas e histiocitoides, dispostas em padrão estoriforme.

Embora a forma clássica seja predominante, existem variantes raras que podem dificultar o diagnóstico, como os subtipos atrófico, celular, lipidizado, aneurismático, hemossiderótico, epitelioide, de células claras e esclerótico. Essas variantes representam cerca de 20% dos casos e podem mimetizar outras lesões cutâneas, tornando essencial a análise histopatológica detalhada.

Sendo assim, o estudo de Erdil e colaboradores (2025) objetivou a avaliação clínicopatológica de casos diagnosticados como dermatofibroma.

No estudo retrospectivo com 239 casos diagnosticados clínica e histopatologicamente entre 2012 e 2021, observou-se que 84,9% eram do tipo comum e 15% variantes raras. A maioria dos pacientes era do sexo feminino (61,2%), com idade média de 40,7 anos. As lesões localizavam-se principalmente nas extremidades inferiores (50,8%), com tamanho médio de 7 mm. Entre os subtipos raros, destacaram-se o atrófico (7,5%), celular (4,6%), lipidizado (1,6%), aneurismático (0,8%) e esclerótico (0,4%).

O dermatofibroma foi considerado o primeiro diagnóstico em 87,4% dos casos, enquanto em 12,5% dos casos ele não estava entre os diagnósticos preliminares. Os diagnósticos diferenciais mais comumente considerados foram granuloma por corpo estranho, prurigo nodular, pilomatricoma, queloide e dermatofibrosarcoma protuberans (DFSP), em ordem decrescente.

A diferenciação entre dermatofibroma celular e dermatofibrosarcoma protuberans (DFSP) é fundamental, pois este último é uma neoplasia maligna. O DFSP pode acometer diferentes localizações, como face, mãos e pés, além das extremidades. A imunomarcação para CD34 é um critério importante, apresentando positividade entre 50% e 100% no DFSP, enquanto no dermatofibroma ocorre de forma focal e geralmente inferior a 20%. Outro achado útil é a presença de necrose do tecido adiposo e infiltrado linfocítico, observada em todos os casos de dermatofibroma celular, mas ausente no DFSP.

No estudo analisado, o dermatofibroma foi considerado diagnóstico inicial em 87% dos casos; em 12,5%, não estava entre as hipóteses, sendo que 17% destes correspondiam ao subtipo celular. Portanto, é essencial considerar o diagnóstico diferencial com DFSP e outras neoplasias malignas para evitar erros diagnósticos.

Em resumo, o estudo reforçou a importância da correlação clínico-histopatológica e do uso de marcadores imunohistoquímicos nos casos duvidosos. Embora o diagnóstico clínico do dermatofibroma comum seja relativamente simples, as variantes raras podem apresentar diferentes cores, tamanhos e padrões, simulando outras lesões benignas ou malignas. Reconhecer essas apresentações é fundamental para evitar erros diagnósticos e condutas inadequadas.