No Dia Internacional da Luta contra a Endometriose (07/05), especialistas reforçaram a necessidade de atenção aos sinais clínicos e ao diagnóstico precoce da doença, que afeta aproximadamente uma em cada dez mulheres no Brasil.
Entre os sintomas mais frequentes estão dismenorreia intensa, dor durante a relação sexual (dispareunia) e dificuldade para engravidar. A ginecologista e obstetra Eleonora Pasqualotto explicou que a condição está relacionada ao comportamento do endométrio, tecido que reveste o interior do útero.
Segundo a especialista, durante o ciclo menstrual, parte do tecido endometrial descamado segue pelas tubas uterinas em direção à cavidade abdominal. Nessa região, esse material pode se implantar em diferentes órgãos, como ovários, bexiga e intestino, desencadeando um processo inflamatório crônico. A predisposição individual influencia esse processo, o que explica por que nem todas as mulheres desenvolvem a doença.
Apesar de não haver cura definitiva, a endometriose possui opções terapêuticas eficazes, que visam principalmente o controle dos sintomas e a melhora da qualidade de vida.
O diagnóstico precoce é considerado essencial para evitar a progressão da doença e possíveis complicações, incluindo o comprometimento de órgãos pélvicos. O manejo clínico deve ser individualizado e pode envolver tratamento medicamentoso ou intervenção cirúrgica, dependendo da gravidade do quadro.
A médica Rafaela Dourado relatou que recebeu o diagnóstico ainda na juventude e iniciou tratamento com contraceptivos hormonais orais como alternativa à abordagem cirúrgica. A estratégia, segundo ela, tem sido mantida desde então, com acompanhamento ginecológico.
A data reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação qualificada e ao acompanhamento especializado, fundamentais para reduzir o impacto da endometriose na saúde física e reprodutiva das pacientes.
Fonte: Uma em cada dez brasileiras sofre de endometriose | Radioagência Nacional