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/ Published on July 19, 2024

Un nuevo método basado en IA

Temperatura facial e envelhecimento metabólico

Pode o monitoramento facial prevenir doenças como diabetes, hipertensão arterial ou fígado gorduroso?

Author: Zhengqing Yu, Yong Zhou, Kehang Mao, et al.

Fuente: Cell Metab . 2024 Jul 2;36(7):1482-1493.e7 Thermal facial image analyses reveal quantitative hallmarks of aging and metabolic diseases

Uma nova técnica que processa e analisa a temperatura facial e é capaz de diagnosticar uma doença soa como ficção, mas é real. A ferramenta, chamada ThermoFace, foi criada na China e desenvolveu modelos de predição treinando uma câmera térmica com inteligência artificial (IA).

Os resultados da pesquisa, publicados recentemente na revista Cell Metabolism, asseguram que os médicos poderão utilizar essa técnica não invasiva para a detecção precoce de doenças como diabetes ou hipertensão arterial.

"O envelhecimento é um processo natural, mas nossa ferramenta possui o potencial de promover um envelhecimento saudável e ajudar as pessoas a viverem sem doenças", comenta Jing-Dong Jackie Han, autora do artigo e professora na Universidade de Pequim, entidade que participou de sua elaboração.

Figura 1: Resumo gráfico do método de temperatura corporal

O estudo revelou que, em muitas espécies endotérmicas (aves e mamíferos), os indivíduos com temperaturas corporais mais baixas desfrutam de uma vida mais longa e envelhecem mais lentamente do que aqueles com temperaturas mais altas. De fato, foi comprovado que os ratos geneticamente modificados para terem uma temperatura corporal baixa vivem mais do que os ratos com temperatura normal.

Para prever a idade biológica, os pesquisadores utilizaram uma estrutura facial em 3D. O dado está intimamente relacionado com o risco de padecer algumas doenças, como o câncer e a diabetes. Por esse motivo, os autores do estudo queriam descobrir se outras características do rosto, como a temperatura, também poderiam prever a taxa de envelhecimento e o estado de saúde. Descobriram que a temperatura corporal central humana tende a diminuir com a idade e influencia a taxa metabólica basal.

Os profissionais examinaram os dados faciais de mais de 2.800 cidadãos chineses com idades entre 21 e 88 anos. Depois, usaram essas informações para treinar modelos de IA que pudessem prever a idade térmica de uma pessoa. Identificaram assim várias regiões faciais-chave onde as temperaturas estavam significativamente relacionadas com a idade e a saúde, incluindo o nariz, os olhos e as bochechas.

A equipe também confirmou que as pessoas com distúrbios metabólicos, como diabetes e doença hepática gordurosa, apresentavam um envelhecimento térmico mais rápido. Esses pacientes tendiam a ter temperaturas mais altas na região dos olhos do que pessoas saudáveis da mesma idade. Da mesma forma, aqueles com pressão arterial elevada apresentavam mais calor nas bochechas.

A hipertermia frequentemente implica um metabolismo elevado e pode ser induzida por fatores psicológicos, como o estresse. Por exemplo, a capacidade de dissipar o calor em pessoas com diabetes tipo 1 é reduzida. Além disso, no acidente vascular cerebral agudo, há uma associação entre sua gravidade e a temperatura.

Além disso, realizaram um exame de sangue nos participantes e verificaram que uma temperatura mais elevada nos olhos e nas bochechas estava associada a um aumento da atividade celular relacionada com a inflamação. "O relógio térmico está tão fortemente associado às doenças metabólicas que os modelos anteriores de imagens faciais não podiam prever essas condições", afirmou Han.

Graças a essa conexão, os especialistas pediram a 23 participantes que pulassem corda pelo menos 800 vezes por dia durante duas semanas, assim comprovaram que a atividade física reduz a idade térmica. "Queima calorias, exercita todo o corpo, melhora a agilidade e responde ao envelhecimento", sustentou o texto.

Por fim, a equipe quer explorar se pode utilizar essas imagens faciais para detectar outras doenças, como distúrbios do sono ou problemas cardiovasculares mais graves. "Esperamos aplicar a imagiologia facial em ambientes clínicos, pois ela tem um potencial significativo para o diagnóstico e a intervenção precoce de doenças", afirmou Han.