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Publicado el 19 de julio de 2024

Alimentação e saúde

Dietas ocidentais apresentam maior risco de câncer e doença inflamatória intestinal

Em contrapartida, a dieta mediterrânea foi eficaz no manejo de condições como doenças cardiovasculares, doença inflamatória intestinal e diabetes tipo 2

O estudo de seis dietas prevalentes analisou como o que consumimos impacta na nossa microbioma intestinal e como a mudança em sua composição influencia na saúde. A revisão, conduzida pela APC Microbiome Ireland (APC) no University College Cork (UCC) e Teagasc, foi publicada na Nature Reviews Microbiology e intitulada "The interplay between diet and the gut microbiome: implications for health and disease". A pesquisa destacou os efeitos negativos da dieta ocidental, rica em gordura e açúcar, em contraste com os benefícios das dietas mediterrânea, à base de plantas e ricas em fibras.

O estudo, liderado pela Profª Catherine Stanton, examinou dietas mediterrânea, rica em fibras, à base de plantas, rica em proteínas, cetogênica e ocidental. A revisão revelou como diferentes dietas alteram significativamente a composição e funcionalidade da microbiota intestinal, destacando a produção de ácidos graxos de cadeia curta. Ela enfatizou os efeitos prejudiciais da dieta ocidental, caracterizada por alta ingestão de gordura e açúcar, em comparação com os benefícios das dietas ricas em alimentos à base de plantas e ricas em fibras.

Em contraste, descobriu-se que uma dieta mediterrânea, rica em frutas e vegetais, foi eficaz no manejo de condições como doenças cardiovasculares, doença inflamatória intestinal e diabetes tipo 2.

A Profª Stanton afirmou: "Nossa revisão destaca o impacto profundo de diferentes dietas na microbiota intestinal. Esse entendimento é crucial para desenvolver recomendações dietéticas que promovam a saúde e previnam doenças. É fascinante ver como as escolhas alimentares podem influenciar o equilíbrio de microrganismos em nosso intestino e suas funções metabólicas."

A revisão ofereceu insights valiosos para a indústria alimentícia e profissionais de saúde, orientando-os na tomada de decisões informadas sobre dieta e saúde. A análise detalhada de como diferentes padrões alimentares afetam a microbiota forneceu uma base para desenvolver terapias nutricionais direcionadas e melhorar os resultados de saúde pública.

A revisão também enfatizou a necessidade de estudos exaustivos para entender melhor as relações causais entre indivíduos, sua dieta e microrganismos. Esse entendimento é vital para avançar na nutrição de precisão e desenvolver terapias baseadas na microbiota adaptadas às necessidades individuais de saúde.