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Publicado el 8 de febrero de 2026

Sistema único de saúde

SUS inicia transição da insulina NPH para glargina em projeto-piloto nacional

Amapá, Paraná, Paraíba e DF serão os primeiros a usar o tratamento

Autor/a: Paula Laboissière

Fuente: Agência Brasil SUS inicia transição de insulina humana para a de ação prolongada

O Ministério da Saúde deu início à substituição gradual da insulina humana NPH pela insulina glargina, uma insulina análoga de ação prolongada, no Sistema Único de Saúde (SUS). A nova estratégia será implementada inicialmente em quatro unidades da federação, Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal, e contemplará crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A expectativa é beneficiar mais de 50 mil pessoas nessa primeira fase do projeto-piloto. 

Segundo o Ministério da Saúde, a mudança representa um “avanço histórico” no cuidado ao diabetes, pois a insulina glargina possui duração aproximada de 24 horas e exige apenas uma aplicação diária, facilitando a rotina e contribuindo para melhor controle glicêmico dos pacientes. A transição será realizada de forma gradual, com avaliação individualizada em cada caso. Para apoiar a implementação, profissionais da Atenção Primária nos estados participantes estão recebendo treinamento técnico específico, incluindo orientação sobre prescrição, uso das canetas e acompanhamento clínico dos usuários. 

 A expansão do uso da glargina no SUS é resultado de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) que envolve Bio-Manguinhos/Fiocruz, a empresa brasileira Biomm e a farmacêutica chinesa Gan & Lee, garantindo transferência de tecnologia e produção nacional do medicamento. Em 2025, mais de 6 milhões de unidades foram entregues, e a projeção é alcançar até 36 milhões de tubetes produzidos até o fim de 2026, fortalecendo a segurança do abastecimento diante de um cenário global de escassez de insulinas humanas.

Nos próximos meses, os resultados do piloto serão avaliados para subsidiar a expansão da estratégia a todos os estados brasileiros, com potencial para reduzir desigualdades de acesso ao tratamento — especialmente considerando que a insulina glargina pode custar até R$ 250 por dois meses na rede privada.