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Publicado el 10 de agosto de 2026

SUS incorpora teste imunoquímico fecal para ampliar o rastreamento do câncer colorretal

Exame será oferecido a pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos e poderá ampliar o acesso à prevenção em todo o país.

Autor/a: Paula Laboissière

Fuente: Agência Brasil SUS inclui novo teste para rastreamento de câncer colorretal

Atualmente, o câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados cerca de 53,8 mil novos casos anuais da doença no triênio 2026-2028.
 
Diante desse cenário, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a disponibilizar, a partir de 10 de agosto, o teste imunoquímico fecal (FIT, do inglês Fecal Immunochemical Test) para o rastreamento do câncer colorretal. A medida foi oficializada por portaria publicada no Diário Oficial da União e representa uma importante estratégia de saúde pública para aumentar a detecção precoce da doença e potencialmente reduzir sua mortalidade nos próximos anos.
 
O exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos, com realização a cada dois anos. De acordo com o Ministério da Saúde, o teste não deve ser utilizado para investigação diagnóstica de pacientes sintomáticos ou com suspeita clínica da doença.
 
A incorporação do FIT integra o novo protocolo nacional de rastreamento do câncer colorretal e pode ampliar o acesso à prevenção para mais de 40 milhões de brasileiros.
 

> Como funciona o teste?

O FIT detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes que podem estar associadas à presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. Diferentemente dos métodos tradicionais, utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, aumentando sua precisão.

A coleta é realizada em casa por meio de um kit, e os casos com resultado positivo devem ser encaminhados para investigação complementar, geralmente por colonoscopia.

Entre as principais vantagens do exame estão a ausência de preparo intestinal e restrições alimentares, a necessidade de apenas uma amostra de fezes e o caráter menos invasivo do método. Segundo o Ministério da Saúde, sua sensibilidade varia entre 85% e 92%.

Apesar da incorporação do FIT ao programa de rastreamento, especialistas reforçaram que a colonoscopia  permanece como o principal exame para avaliação do intestino grosso, pois permite a visualização direta das lesões e a remoção de pólipos durante o procedimento.