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/ Publicado el 22 de mayo de 2026

SUS adota novo exame para ampliar o rastreamento do câncer colorretal

Teste imunológico fecal amplia acesso ao diagnóstico precoce em pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos.

Autor/a: Pedro Rafael Vilela

Fuente: Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou no dia 21 de maio a incorporação de um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). O Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos de idade. Segundo a pasta, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

A estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença, segundo o ministério. 

Esse tipo de câncer é o segundo mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos.

Um estudo recente apontou que as mortes por esse tipo de câncer podem quase triplicar até 2030. Parte dessa elevada mortalidade decorre do fato de que muitos pacientes são diagnosticados apenas em estágios avançados, situação que o rastreamento organizado busca evitar.

O tFIT é um exame de fezes capaz de identificar pequenas quantidades de sangue oculto, não visíveis a olho nu, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. Diferentemente dos testes mais antigos, o FIT utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano, aumentando sua precisão.

A coleta é simples e pode ser realizada em casa por meio de um kit fornecido ao paciente, sendo posteriormente encaminhada para análise laboratorial. Caso o resultado seja positivo, o paciente é direcionado para exames complementares. A colonoscopia é o padrão-ouro nesses casos, pois permite a visualização direta do intestino e a remoção de pólipos, prevenindo a progressão para câncer.

Entre as vantagens do FIT estão a ausência de necessidade de preparo intestinal ou dieta prévia, a coleta de apenas uma amostra e seu caráter menos invasivo, o que favorece maior adesão da população. A diretriz que orienta sua utilização foi elaborada por especialistas e recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) em março de 2026.