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Publicado el 2 de agosto de 2026

Conteúdo patrocinado por FQM S.A.

Suporte à fase lútea na fertilização in vitro

Uma conversa entre especialistas sobre estratégias clínicas e individualização do tratamento.

Autor/a: Dr. Felipe Lazar Júnior, Dra. Melissa Cavagnoli e Dr. Emerson B. Cordts

Fuente: IntraMed Brasil

Este episódio do Reprocast, realizado com o apoio da Farmoquímica S.A., apresenta uma discussão atual e aprofundada sobre o suporte à fase lútea na fertilização in vitro (FIV) — um dos pilares da reprodução assistida que, apesar de amplamente utilizado, ainda desperta debate quanto à sua real necessidade em diferentes contextos clínicos.

Apresentado pelo Dr. Felipe Lazar Júnior, o episódio reúne a Dra. Melissa Cavagnoli e o Dr. Emerson Cordts em um diálogo centrado na aplicação prática e na individualização do tratamento. Ao longo da conversa, os especialistas exploram desde as estratégias de preparo endometrial até as decisões envolvidas na escolha do protocolo de transferência embrionária.

A discussão aborda pontos fundamentais da prática clínica, como a seleção entre ciclo natural, natural modificado e ciclo artificial, destacando o papel do corpo lúteo na fisiologia da implantação e na manutenção da gestação. Evidências recentes sugerem que ciclos com presença de corpo lúteo podem oferecer vantagens em desfechos obstétricos, reforçando o interesse crescente por abordagens mais fisiológicas.

No contexto do suporte lúteo, o episódio aprofunda o debate sobre a reposição de progesterona — incluindo vias de administração, posologia e momento ideal de início. Dados recentes de um ensaio clínico randomizado multicêntrico indicam que, em ciclos naturais modificados de transferência de embriões congelados, a suplementação com progesterona não resultou em aumento significativo nas taxas de nascido vivo, questionando sua utilização rotineira nesses casos.

Além disso, são discutidos aspectos críticos como o sincronismo embrião-endométrio (janela de receptividade endometrial) e o timing da transferência, com evidências indicando que pequenas variações no dia da transferência não impactam de forma significativa os desfechos reprodutivos, sugerindo maior flexibilidade na prática clínica.

O episódio também contempla cenários clínicos desafiadores, como pacientes com endometriose e adenomiose, reforçando a necessidade de abordagens personalizadas diante de possíveis alterações na resposta endometrial.

Ao integrar evidência científica de alta qualidade com experiência clínica, este conteúdo propõe uma reflexão crítica sobre o suporte à fase lútea na FIV, destacando a importância de decisões individualizadas, baseadas no perfil da paciente, no protocolo utilizado e no contexto clínico.


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