A depressão é um transtorno de saúde mental generalizado que representa um desafio significativo para a saúde pública no século XXI. A doença, além de ser caracterizada por sentimentos persistentes de tristeza, desesperança e perda de interesse, também pode estar associada à sintomas de ansiedade. Embora tenha medicamentos disponíveis a condição, muitos pacientes com a doença não alcançam a remissão ou sofrem de efeitos colaterais intoleráveis.
Evidências crescentes sugerem que o eixo intestino-cérebro desempenha um papel tanto na depressão quanto na ansiedade, tornando as intervenções que visam a microbiota intestinal particularmente relevantes. Compreender como probióticos, prebióticos e simbióticos influenciam nesse quadro é crucial para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas integrativas.
Por isso, Moshfeghinia e colaboradores (2025) elaboraram uma revisão sistemática com o objetivo de avaliar a literatura sobre os efeitos de probióticos, simbióticos e prebióticos na depressão. Ao analisar dados de ensaios clínicos randomizados (ECRs), determinaram a eficácia geral dessas intervenções.
Para isso, os autores utilizaram seis bases de dados digitais (Scopus, PubMed, Web of Science, Cochrane, PsycINFO e CINAHL complete). Os critérios de inclusão envolveram estudos que avaliassem o impacto de probióticos, prebióticos e simbióticos na depressão e ansiedade em indivíduos diagnosticados com depressão.
De um total inicial de 4407 estudos, 19 com 1405 participantes (882 casos e 523 controles) foram incluídos na meta-análise. A metanálise revelou uma diminuição significativa nos escores de depressão entre os pacientes que receberam probióticos, prebióticos ou simbióticos em comparação com o grupo controle. Da mesma forma, a análise de sete estudos com 481 participantes (237 casos e 244 controles) mostrou uma diminuição significativa nos escores de ansiedade para aqueles que receberam esses suplementos.
Em conclusão, a metanálise demonstrou que probióticos, prebióticos ou simbióticos reduziram significativamente os sintomas de depressão e ansiedade em pacientes com essas condições. Pesquisas futuras devem abordar a heterogeneidade no diagnóstico e nos tipos de intervenção para melhor compreender sua eficácia.
Publicado el 22 de octubre de 2025
Saúde mental
Probióticos, prebióticos e simbióticos: uma abordagem para aliviar a depressão e a ansiedade?
Metanálise avaliou o uso de suplementos para modular a microbiota e melhorar o bem-estar mental.
Autor/a: Moshfeghinia, R. et al.
Fuente: Journal of Psychiatric Research, V. 188, pg 104-116, 2025 The impact of probiotics, prebiotics, and synbiotics on depression and anxiety symptoms of patients with depression: A systematic review and meta-analysis
A depressão é um transtorno de saúde mental generalizado que representa um desafio significativo para a saúde pública no século XXI. A doença, além de ser caracterizada por sentimentos persistentes de tristeza, desesperança e perda de interesse, também pode estar associada à sintomas de ansiedade. Embora tenha medicamentos disponíveis a condição, muitos pacientes com a doença não alcançam a remissão ou sofrem de efeitos colaterais intoleráveis.
Evidências crescentes sugerem que o eixo intestino-cérebro desempenha um papel tanto na depressão quanto na ansiedade, tornando as intervenções que visam a microbiota intestinal particularmente relevantes. Compreender como probióticos, prebióticos e simbióticos influenciam nesse quadro é crucial para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas integrativas.
Por isso, Moshfeghinia e colaboradores (2025) elaboraram uma revisão sistemática com o objetivo de avaliar a literatura sobre os efeitos de probióticos, simbióticos e prebióticos na depressão. Ao analisar dados de ensaios clínicos randomizados (ECRs), determinaram a eficácia geral dessas intervenções.
Para isso, os autores utilizaram seis bases de dados digitais (Scopus, PubMed, Web of Science, Cochrane, PsycINFO e CINAHL complete). Os critérios de inclusão envolveram estudos que avaliassem o impacto de probióticos, prebióticos e simbióticos na depressão e ansiedade em indivíduos diagnosticados com depressão.
De um total inicial de 4407 estudos, 19 com 1405 participantes (882 casos e 523 controles) foram incluídos na meta-análise. A metanálise revelou uma diminuição significativa nos escores de depressão entre os pacientes que receberam probióticos, prebióticos ou simbióticos em comparação com o grupo controle. Da mesma forma, a análise de sete estudos com 481 participantes (237 casos e 244 controles) mostrou uma diminuição significativa nos escores de ansiedade para aqueles que receberam esses suplementos.
Em conclusão, a metanálise demonstrou que probióticos, prebióticos ou simbióticos reduziram significativamente os sintomas de depressão e ansiedade em pacientes com essas condições. Pesquisas futuras devem abordar a heterogeneidade no diagnóstico e nos tipos de intervenção para melhor compreender sua eficácia.