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/ Publicado el 12 de febrero de 2026

Inovação

Novo medicamento demonstrou potencial na prevenção do AVE

O asundexian é capaz de reduzir o risco de AVE isquêmico não cardioembólico sem aumentar o risco de sangramento, um dos principais efeitos adversos das terapias atualmente disponíveis.

Autor/a: Marcio Avanza

Fuente: Jornal da USP Novo medicamento pode transformar a prevenção do AVC

O neurologista Octávio Pontes Neto destacou, durante o Congresso Americano de AVC realizado recentemente em New Orleans (EUA), os resultados de um importante estudo internacional que avaliou o asundexian, uma nova molécula que pode transformar a prevenção de recorrências de acidente vascular encefálico (AVE). 

Segundo Pontes, o estudo Oceanic-Stroke representa um “momento histórico” para a neurologia vascular. A pesquisa demonstrou que o asundexian é capaz de reduzir a recorrência de AVE isquêmico não cardioembólico sem aumentar o risco de sangramento, uma limitação comum das terapias anticoagulantes atualmente disponíveis. 

O estudo abordou como prevenir um novo AVE em pacientes que já sofreram um evento isquêmico cuja causa não está relacionada a arritmias cardíacas. Tradicionalmente, a prevenção secundária baseia-se no uso de antiplaquetários, como a aspirina, porém, até então, faltavam estratégias que combinassem maior eficácia com segurança ampliada

Como funciona o asundexian?

O asundexian pertence a uma nova geração de anticoagulantes orais altamente específicos, atuando sobre o fator XIa, uma proteína envolvida na formação de trombos patológicos.
A proposta dessa classe terapêutica é bloquear a formação de coágulos potencialmente perigosos sem comprometer de forma significativa a hemostasia, o que reduz a probabilidade de sangramentos.

Administrado uma vez ao dia, o medicamento tem se mostrado promissor como opção para prevenção secundária do AVC, oferecendo um perfil de segurança mais favorável ao interferir apenas nos mecanismos de progressão do coágulo, preservando a coagulação fisiológica.