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Publicado el 3 de septiembre de 2024

Alimentação

Ingestão do sódio e dermatite atópica

A ingestão dietética desse mineral aumentada foi associada à prevalência, atividade e gravidade da doença.

Autor/a: Chiang BM, et al.

Fuente: JAMA Dermatol. 2024;160(7):725–731. doi:10.1001/jamadermatol.2024.1544 Sodium Intake and Atopic Dermatitis.

Introdução

A dermatite atópica (DA) é considerada uma condição inflamatória sistêmica associada a uma ampla gama de manifestações na saúde e psicossociais. Fatores de estilo de vida e ambientais são importantes contribuintes para a sua prevalência e atividade.

Dados do Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância apontaram que o consumo de fast food pode contribuir para o início e a persistência da DA, aumentando em 20% essa probabilidade. A maioria desses alimentos é rica em sódio, gordura e calorias. Estudos demonstraram que esse mineral é armazenado, principalmente, na pele e está associado a condições autoimunes e inflamatórias. Por isso, Chiang e colaboradores (2024) investigaram se há uma associação entre níveis mais altos de sódio e prevalência, atividade e gravidade da DA.

Métodos

Foi realizado um estudo transversal com participantes adultos (com idades entre 37 e 73 anos) do UK Biobank. Para a investigação, os pesquisadores examinaram a excreção de sódio na urina em 24 horas, juntamente, com cálculos da equação específica por sexo do International Cooperative Study on Salt, Other Factors, and Blood Pressure. Essa equação incorpora dados de índice de massa corporal, idade e concentrações de potássio, sódio e creatinina na urina. Os dados foram analisados entre 23 de fevereiro de 2022 e 20 de março de 2024.

O desfecho primário foi a DA, definida por um algoritmo previamente descrito e validado com confirmação médica do diagnóstico de dermatite atópica, que possui um valor preditivo positivo de 82% entre adultos. Devido à natureza flutuante da doença e à possibilidade de períodos variáveis de inatividade, os pesquisadores também tentaram identificar um subconjunto de participantes mais propensos a apresentar sintomas ativos da doença no momento da coleta de urina.

Resultados

Foram incluídos 215.832 participantes (54,3% mulheres; 1,9% asiáticos ou asiáticos britânicos, 1,0% negros ou negros britânicos, 0,3% chineses, 95,2% brancos, 0,5% multirraciais, 0,7% de outra raça ou etnia e 0,3% preferiram não responder) com idade média de 56,52 anos. A excreção média estimada de sódio urinário em 24 horas foi de 3,01 g por dia, o que representa um nível superior ao recomendado pelo National Health Service (NHS) (2,3g).

O aumento da excreção urinária de sódio estimada em 24 horas em 1 g foi associado a 11%, 16% e 11% mais chances do diagnóstico, da ativação e da gravidade da DA, respectivamente. No entanto, quando a ingestão foi menor, não houve evidência de aumento no risco de DA.

As chances de DA foram maiores em mulheres do que em homens. Houve também modificação de efeito pela idade na associação entre doença e sódio urinário, embora não houvesse um aumento claro e progressivo no risco de dermatite após a estratificação por quartis de idade.

Conclusão

No estudo, Chiang e colaboradores (2024) descobriram que a ingestão dietética de sódio aumentada foi associada à prevalência, atividade e gravidade da DA. A ingestão dietética de sódio representa uma via interessante para pesquisas futuras na compreensão da imprevisível heterogeneidade no curso da doença.