Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência de queda no Brasil, de acordo com o boletim mais recente do InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Apesar da melhora no cenário nacional, algumas capitais ainda apresentam níveis elevados da doença e sinais de crescimento sustentado, especialmente entre crianças e idosos.
Segundo a análise, a Influenza B continua em expansão em estados da Região Centro-Sul, com aumento de casos graves registrado no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Já Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam indícios de desaceleração ou início de queda.
Até a Semana Epidemiológica 26, nove capitais apresentavam níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas: Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco.
De acordo com a Fiocruz, o aumento dos casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre está concentrado principalmente em crianças pequenas, enquanto Rio Branco registra crescimento entre crianças e adolescentes. Algumas dessas capitais também observaram aumento de casos entre idosos.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório (VSR) foi responsável pela maior parte dos casos positivos para vírus respiratórios (55,9%), seguido por rinovírus (23,3%), Influenza A (12,7%), Influenza B (8,4%) e SARS-CoV-2 (2,2%).
Em relação aos óbitos, a Influenza A permaneceu como principal causa, respondendo por 33,1% das mortes associadas a vírus respiratórios, seguida por rinovírus (26,3%), VSR (21,7%), Influenza B (15,4%) e covid-19 (6,9%).
Desde o início de 2025, o Brasil registrou mais de 109 mil casos de SRAG, dos quais cerca de metade teve confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. A Fiocruz destaca que a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em função do VSR, enquanto a mortalidade permanece concentrada entre idosos, com destaque para a Influenza A.
Diante desse cenário, especialistas reforçaram a importância da vacinação contra a influenza nos grupos prioritários e recomendam medidas de prevenção, como o uso de máscaras por pessoas com sintomas respiratórios e a redução do contato com indivíduos mais vulneráveis.
Published on July 13, 2026
Saúde
Fiocruz aponta redução dos casos de síndrome respiratória aguda no Brasil
VSR lidera os casos de SRAG no país, enquanto a Influenza A responde pela maior parte dos óbitos, segundo análise mais recente do InfoGripe.
Author: Anna Karina de Carvalho
Fuente: Agência Brasil Fiocruz aponta queda da Síndrome Respiratória Aguda Grave no país
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência de queda no Brasil, de acordo com o boletim mais recente do InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Apesar da melhora no cenário nacional, algumas capitais ainda apresentam níveis elevados da doença e sinais de crescimento sustentado, especialmente entre crianças e idosos.
Segundo a análise, a Influenza B continua em expansão em estados da Região Centro-Sul, com aumento de casos graves registrado no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Já Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam indícios de desaceleração ou início de queda.
Até a Semana Epidemiológica 26, nove capitais apresentavam níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas: Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco.
De acordo com a Fiocruz, o aumento dos casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre está concentrado principalmente em crianças pequenas, enquanto Rio Branco registra crescimento entre crianças e adolescentes. Algumas dessas capitais também observaram aumento de casos entre idosos.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório (VSR) foi responsável pela maior parte dos casos positivos para vírus respiratórios (55,9%), seguido por rinovírus (23,3%), Influenza A (12,7%), Influenza B (8,4%) e SARS-CoV-2 (2,2%).
Em relação aos óbitos, a Influenza A permaneceu como principal causa, respondendo por 33,1% das mortes associadas a vírus respiratórios, seguida por rinovírus (26,3%), VSR (21,7%), Influenza B (15,4%) e covid-19 (6,9%).
Desde o início de 2025, o Brasil registrou mais de 109 mil casos de SRAG, dos quais cerca de metade teve confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. A Fiocruz destaca que a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em função do VSR, enquanto a mortalidade permanece concentrada entre idosos, com destaque para a Influenza A.
Diante desse cenário, especialistas reforçaram a importância da vacinação contra a influenza nos grupos prioritários e recomendam medidas de prevenção, como o uso de máscaras por pessoas com sintomas respiratórios e a redução do contato com indivíduos mais vulneráveis.