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Publicado el 13 de julio de 2026

Saúde

Fiocruz aponta redução dos casos de síndrome respiratória aguda no Brasil

VSR lidera os casos de SRAG no país, enquanto a Influenza A responde pela maior parte dos óbitos, segundo análise mais recente do InfoGripe.

Autor/a: Anna Karina de Carvalho

Fuente: Agência Brasil Fiocruz aponta queda da Síndrome Respiratória Aguda Grave no país

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência de queda no Brasil, de acordo com o boletim mais recente do InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Apesar da melhora no cenário nacional, algumas capitais ainda apresentam níveis elevados da doença e sinais de crescimento sustentado, especialmente entre crianças e idosos.

Segundo a análise, a Influenza B continua em expansão em estados da Região Centro-Sul, com aumento de casos graves registrado no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Já Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam indícios de desaceleração ou início de queda.

Até a Semana Epidemiológica 26, nove capitais apresentavam níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas: Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco.

De acordo com a Fiocruz, o aumento dos casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre está concentrado principalmente em crianças pequenas, enquanto Rio Branco registra crescimento entre crianças e adolescentes. Algumas dessas capitais também observaram aumento de casos entre idosos.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório (VSR) foi responsável pela maior parte dos casos positivos para vírus respiratórios (55,9%), seguido por rinovírus (23,3%), Influenza A (12,7%), Influenza B (8,4%) e SARS-CoV-2 (2,2%).

Em relação aos óbitos, a Influenza A permaneceu como principal causa, respondendo por 33,1% das mortes associadas a vírus respiratórios, seguida por rinovírus (26,3%), VSR (21,7%), Influenza B (15,4%) e covid-19 (6,9%).

Desde o início de 2025, o Brasil registrou mais de 109 mil casos de SRAG, dos quais cerca de metade teve confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. A Fiocruz destaca que a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em função do VSR, enquanto a mortalidade permanece concentrada entre idosos, com destaque para a Influenza A.

Diante desse cenário, especialistas reforçaram a importância da vacinação contra a influenza nos grupos prioritários e recomendam medidas de prevenção, como o uso de máscaras por pessoas com sintomas respiratórios e a redução do contato com indivíduos mais vulneráveis.