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Publicado el 12 de mayo de 2026

Diabetes

Estudo global reforça superioridade do stent padrão em diabéticos

Método padrão de desobstrução de vasos segue sendo mais eficaz e seguro do que novo modelo testado em ensaio clínico.

Autor/a: Amanda Nascimento

Fuente: Jornal da USP

Um ensaio clínico internacional publicado na The Lancet, com participação do Instituto do Coração (InCor/HCFMUSP), confirmou que o stent farmacológico padrão (XIENCE) permanece mais eficaz do que um novo dispositivo em pacientes diabéticos submetidos à angioplastia coronária.

O estudo, considerado o maior do tipo no mundo, avaliou mais de 3 mil pacientes com diabetes tipo 1 ou 2 em 16 países, no âmbito do trial multicêntrico, randomizado e prospectivo ABILITY Diabetes Global.

A pesquisa comparou o stent experimental Abluminus DES+, que utiliza sirolimus e incorpora liberação farmacológica também no balão, com o stent XIENCE, baseado em everolimus e adotado como padrão-ouro há cerca de duas décadas.

Após dois anos de acompanhamento, o novo dispositivo apresentou taxa de falha de 9,7%, superior aos 6,2% observados com o XIENCE, não atingindo o critério de não inferioridade. Não houve diferenças significativas entre os grupos quanto à mortalidade cardiovascular ou mortalidade por todas as causas.

Segundo o cardiologista Alexandre Abizaid (FMUSP), autor principal do estudo, os resultados reforçaram que, embora a tecnologia atual esteja avançada, ainda há limitações importantes no tratamento de pacientes com diabetes.

O estudo também evidenciou a importância de publicação de resultados negativos em pesquisa clínica, contribuindo para o aprimoramento contínuo das estratégias terapêuticas.

Pacientes diabéticos apresentam maior risco de eventos cardiovasculares devido a fatores como hiperglicemia crônica, inflamação e progressão mais agressiva da aterosclerose. Esses mecanismos estão associados a maior incidência de reestenose e desfechos adversos, mesmo com o uso de stents farmacológicos modernos.

Apesar da evolução tecnológica, incluindo polímeros biodegradáveis e fármacos da classe “limus” com melhor perfil terapêutico, os ganhos clínicos de longo prazo permanecem limitados nessa população.

Os achados destacaram a necessidade de inovação contínua tanto no design dos dispositivos quanto nas terapias adjuvantes para reduzir o risco cardiovascular em diabéticos.


Fonte: Maior estudo do mundo com stents em diabéticos reafirma eficácia do tratamento padrão atual – Jornal da USP