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Publicado el 14 de agosto de 2026

Estudo alertou para subdiagnóstico da doença renal crônica no Brasil

Pesquisa identificou baixa solicitação de exames recomendados para rastreamento da doença renal crônica, o que pode contribuir para o diagnóstico tardio em pacientes de alto risco.

Autor/a: Paula Laboissière

Fuente: Agência Brasil Estudo alerta para subdiagnóstico da doença renal crônica no Brasil

A doença renal crônica (DRC) afeta mais de 20 milhões de brasileiros, cerca de 10% da população, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Atualmente, mais de 170 mil pacientes dependem de terapia renal substitutiva. No entanto, um estudo publicado no Brazilian Journal of Nephrology sugeriu que o número real de casos pode ser ainda maior devido ao subdiagnóstico da doença.

A pesquisa avaliou mais de 14 mil pessoas com fatores de risco para DRC, especialmente diabetes e hipertensão, e analisou a frequência de realização dos dois principais exames utilizados para rastreamento: creatinina sérica e albuminúria.

Os resultados mostraram que menos de 5% dos indivíduos que realizaram dosagem de creatinina tiveram também a pesquisa de albuminúria solicitada. Mesmo após uma campanha nacional de rastreamento, esse percentual permaneceu abaixo de 7%, evidenciando baixa adesão ao rastreamento completo na prática clínica.

Segundo os autores, a identificação precoce da DRC permite adotar medidas capazes de preservar a função renal, reduzir complicações cardiovasculares e retardar a progressão da doença, podendo inclusive evitar ou adiar a necessidade de diálise.

O alerta ganhou relevância diante da projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que a doença renal crônica poderá se tornar a quinta principal causa de morte no mundo até 2040. Como os estágios iniciais da enfermidade costumam ser assintomáticos, o rastreamento adequado é considerado fundamental para o diagnóstico oportuno.

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais fatores de risco para DRC incluem diabetes, hipertensão arterial, obesidade, idade avançada, doenças cardiovasculares, histórico familiar da doença, tabagismo e uso de substâncias nefrotóxicas. O controle dessas condições permanece como uma das principais estratégias para prevenção e redução da progressão da doença.