A luz ultravioleta (UV) tem sido parte integrante do exame dermatológico, principalmente na forma da lâmpada de Wood. Ela auxilia no diagnóstico de condições como distúrbios pigmentares (vitiligo, melasma, nevo despigmentoso) e infecções superficiais (fúngicas e por corinebactérias).
A combinação da luz ultravioleta com a dermatoscopia é relativamente nova. Essa também pode ser útil em distúrbios pigmentares como vitiligo e melasma. As margens das lesões, a pigmentação perifolicular e a despigmentação podem ser melhor visualizadas sob a dermatoscopia com luz ultravioleta (DRUV).
As aberturas das glândulas sebáceas podem apresentar fluorescência sob a DRUV – variando de azul/verde brilhante a amarelo, laranja ou vermelho. Isso pode ser útil no diagnóstico e acompanhamento da acne vulgar. O mesmo princípio tem sido usado para diferenciar os grânulos de Fordyce de seus imitadores. Na dermatoscopia normal, essas manchas se apresentam como nódulos branco-amarelados, agrupados. Sob DRUV, a fluorescência na ponta da abertura sebácea pode ser vista sobre os nódulos amarelo-esverdeados menos proeminentes e mal definidos.
Na avaliação da canície prematura, a DRUV pode destacar melhor os cabelos grisalhos. Da mesma forma, pode ajudar na avaliação de pelos finos em crescimento na alopecia areata. No molusco contagioso, a DRUV mostra uma fluorescência branca brilhando na área umbilical central.
A descamação tende a ser geralmente mais visível sob dermatoscopia UV. Por exemplo, na pitiríase versicolor – as escamas finas são visíveis mais claramente usando essa técnica e podem ser realçadas pelo teste de raspagem.
Portanto, a combinação da dermatoscopia com luz UV representa uma inovação promissora na dermatologia diagnóstica, complementando o exame tradicional com lâmpada de Wood. Sua capacidade de aprimorar a visualização de detalhes em diversas condições, desde distúrbios pigmentares como vitiligo e melasma até a identificação de estruturas fluorescentes em lesões de acne e grânulos de Fordyce, demonstra seu potencial.