O Canabidiol (CBD), um composto não psicoestimulante da Cannabis sativa, tem ganhado atenção crescente na medicina ao longo da última década. Na dermatologia, diversos estudos apoiaram o papel do CBD no tratamento da acne vulgar, prurido crônico, eczema asteatósico (EA) e dermatite atópica (DA).
Atualmente, o foco está nos efeitos antioxidantes e fotoprotetores do CBD. O primeiro refere-se à capacidade de um composto proteger células e tecidos do corpo contra danos causados pelos radicais livres, que são moléculas que podem causar envelhecimento precoce e doenças. Estudos demonstraram que o CBD ativa reguladores da resposta antioxidante celular, como o fator nuclear eritroide 2 relacionado ao fator 2 (Nrf2). Esse fator reduz a morte celular induzida por luz ultravioleta em queratinócitos e melanócitos, diminui as espécies reativas de oxigênio (ROS) e aumenta os níveis de antioxidantes.
Além disso, um estudo clínico em humanos demonstrou as propriedades fotoprotetoras do CBD nanoformulado tópico, fornecendo evidências que apoiam o potencial do composto para mitigar danos causados por fotocarcinogênese, inflamação e estresse oxidativo. Entre dezenove participantes, o ensaio identificou uma redução significativa no eritema observado, hiperplasia epidérmica histológica e mutações de DNA nuclear e mitocondrial na pele tratada com CBD, em comparação com o creme veicular, após irradiação UV-A.
O papel do CBD na cicatrização de feridas é apoiado por evidências que destacaram os seus benefícios na recuperação pós-cirúrgica e no manejo de feridas crônicas. O composto influencia a fibrinogênese, a reepitelização e a modulação da inflamação. Relatos de caso em pacientes com epidermólise bolhosa revelaram fechamento acelerado de feridas, diminuição da formação de bolhas e redução da dor com o uso tópico de CBD.
Para aumentar a eficácia tópica, formulações estão explorando o encapsulamento do CBD dentro de nanopartículas, como nanomicelas. Esses sistemas melhoram a penetração dérmica, fornecem liberação sustentada e aumentam sua biodisponibilidade.
Apesar da literatura em expansão sobre o potencial promissor do CBD na dermatologia, produtos com o composto têm enfrentado dificuldades para obter aceitação do mercado. Uma das possíveis explicações seria que muitos varejistas, sistemas de software e plataformas de publicidade restringem a promoção de produtos de CBD em suas plataformas. Barreiras adicionais incluem altas taxas estaduais e de seguro.
Em suma, a literatura apoiou o papel do CBD como um agente antioxidante, fotoprotetor, anti-inflamatório e de cicatrização de feridas, especialmente em tópicos nanoformulados. No entanto, a capacidade de comercializar e disseminar produtos contendo CBD continua sendo um desafio, limitando o seu potencial.
Publicado el 14 de diciembre de 2025
CBD e dermatologia
Cannabidiol na dermatologia
Descubra como o CBD tópico pode ser um aliado poderoso no tratamento de diversas condições dermatológicas, com resultados promissores em estudos clínicos.
Autor/a: Mina Farah, Nikkia Zarabian, Adam Friedman
Fuente: Journal of Drugs in Dermatology, V. 24, N. 9, 2025 Cannabidiol in Dermatology: Progress and Pitfalls
O Canabidiol (CBD), um composto não psicoestimulante da Cannabis sativa, tem ganhado atenção crescente na medicina ao longo da última década. Na dermatologia, diversos estudos apoiaram o papel do CBD no tratamento da acne vulgar, prurido crônico, eczema asteatósico (EA) e dermatite atópica (DA).
Atualmente, o foco está nos efeitos antioxidantes e fotoprotetores do CBD. O primeiro refere-se à capacidade de um composto proteger células e tecidos do corpo contra danos causados pelos radicais livres, que são moléculas que podem causar envelhecimento precoce e doenças. Estudos demonstraram que o CBD ativa reguladores da resposta antioxidante celular, como o fator nuclear eritroide 2 relacionado ao fator 2 (Nrf2). Esse fator reduz a morte celular induzida por luz ultravioleta em queratinócitos e melanócitos, diminui as espécies reativas de oxigênio (ROS) e aumenta os níveis de antioxidantes.
Além disso, um estudo clínico em humanos demonstrou as propriedades fotoprotetoras do CBD nanoformulado tópico, fornecendo evidências que apoiam o potencial do composto para mitigar danos causados por fotocarcinogênese, inflamação e estresse oxidativo. Entre dezenove participantes, o ensaio identificou uma redução significativa no eritema observado, hiperplasia epidérmica histológica e mutações de DNA nuclear e mitocondrial na pele tratada com CBD, em comparação com o creme veicular, após irradiação UV-A.
O papel do CBD na cicatrização de feridas é apoiado por evidências que destacaram os seus benefícios na recuperação pós-cirúrgica e no manejo de feridas crônicas. O composto influencia a fibrinogênese, a reepitelização e a modulação da inflamação. Relatos de caso em pacientes com epidermólise bolhosa revelaram fechamento acelerado de feridas, diminuição da formação de bolhas e redução da dor com o uso tópico de CBD.
Para aumentar a eficácia tópica, formulações estão explorando o encapsulamento do CBD dentro de nanopartículas, como nanomicelas. Esses sistemas melhoram a penetração dérmica, fornecem liberação sustentada e aumentam sua biodisponibilidade.
Apesar da literatura em expansão sobre o potencial promissor do CBD na dermatologia, produtos com o composto têm enfrentado dificuldades para obter aceitação do mercado. Uma das possíveis explicações seria que muitos varejistas, sistemas de software e plataformas de publicidade restringem a promoção de produtos de CBD em suas plataformas. Barreiras adicionais incluem altas taxas estaduais e de seguro.
Em suma, a literatura apoiou o papel do CBD como um agente antioxidante, fotoprotetor, anti-inflamatório e de cicatrização de feridas, especialmente em tópicos nanoformulados. No entanto, a capacidade de comercializar e disseminar produtos contendo CBD continua sendo um desafio, limitando o seu potencial.