O Brasil ainda registra centenas de mortes maternas por ano. Em 2024, foram contabilizados 1.347 óbitos, o que corresponde a uma razão de 56,4 mortes a cada 100 mil nascidos vivos, acima da meta nacional de 30 até 2030.
Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/Datasus) indicaram que cerca de 90% dessas mortes poderiam ser evitadas com assistência adequada, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). As principais causas são síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do aborto, responsáveis por 66% dos casos.
Especialistas destacaram que o pré-natal precoce e de qualidade é fundamental para reduzir riscos, assim como o acesso a serviços preparados para atender gestantes, especialmente casos de alto risco. A atuação integrada de equipes multiprofissionais também é apontada como fator essencial para melhorar desfechos maternos e neonatais.
O acompanhamento no pós-parto (puerpério) é igualmente crítico. Sinais como sangramento excessivo, febre, dor intensa, falta de ar, alterações visuais e hipertensão persistente devem ser avaliados rapidamente. Recomenda-se retorno ao serviço de saúde entre 7 e 10 dias após o parto.
Outro ponto de atenção é a saúde mental materna, com sintomas que podem variar de ansiedade e depressão até quadros mais graves, exigindo intervenção precoce.
Como estratégia nacional, o governo lançou em 2024 a Rede Alyne, programa que visa reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027, com foco especial na equidade racial, por meio da ampliação do cuidado integral e humanizado no SUS.
A data de 28 de maio, Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, reforçou a necessidade de fortalecer políticas públicas e garantir assistência qualificada em todas as fases da gestação e do puerpério.
Fonte: Mortalidade materna: Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano | Agência Brasil