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Publicado el 14 de agosto de 2025

Tecnologias digitais de saúde

Autogerenciamento da asma na era digital

Análise de um programa digital de asma (DASM) destaca a importância de intervenções adaptadas para otimizar o controle da asma em diversos grupos.

Autor/a: Silberman J, Sarlati S, Harris B, et al.

Fuente: JAMA Netw Open. V. 8, N. 7, 2025: e2521438. doi:10.1001/jamanetworkopen.2025.21438 A Digital Asthma Self-Management Program for Adults: A Randomized Clinical Trial

A asma ocorre em 8% dos adultos nos EUA; no entanto, ela está descontrolada em mais de 60% dos casos em adultos. Por isso, intervenções escaláveis são necessárias para abordar essa lacuna.

As tecnologias digitais de saúde (TDS) oferecem uma estratégia escalável para melhorar os resultados da asma. Essas tecnologias podem apoiar o atendimento equitativo, reduzindo as disparidades no atendimento. Como a posse de smartphones excede 80% em populações carentes, essa tecnologia pode proporcionar uma oportunidade de fornecer suporte ao autogerenciamento da doença.

Por isso, para aproveitar essa oportunidade, um programa digital de autogerenciamento da asma (DASM) foi desenvolvido, incorporando dispositivos vestíveis para monitoramento biométrico passivo e um aplicativo de smartphone com múltiplas ferramentas para o autogerenciamento da asma. O objetivo deste estudo foi investigar o impacto do DASM no controle dos sintomas e no uso de serviços de saúde agudos entre adultos com asma.

O programa DASM baseado em aplicativo forneceu notificações personalizadas, registro de sintomas, integração de dispositivos vestíveis e outras ferramentas.

Para isso, Siberman e colaboradores (2025) desenvolveram um ensaio clínico randomizado, pragmático, de braço paralelo, aberto e descentralizado. Adultos com asma foram recrutados por e-mail, inscritos de 29 de outubro de 2020 a 4 de novembro de 2021 e randomizados para DASM ou tratamento usual (controle). Os dados foram analisados entre 13 de outubro de 2023 e 29 de novembro de 2024.

Os resultados primários incluíram a mudança no Teste de Controle da Asma (ACT). Os secundários incluíram engajamento e adesão à medicação auto-relatada.

No total, 899 participantes foram randomizados (450 no braço DASM e 449 no controle). Destes, 71,1% eram do sexo masculino e 3,2, 3,0, 21,7, 13,9, 0,9, 0,2 e 65,1% eram indígenas americanos ou nativos do Alasca, asiáticos, negros ou afro-americanos, hispânicos, latinos ou espanhóis, do Oriente Médio ou Norte da África, nativos havaianos ou outros ilhéus do Pacífico e brancos, respectivamente. Ademais, entre os participantes, 61,3% tinham asma não controlada no início do estudo. Por fim, 75,6% tinham seguro comercial enquanto 24,4% Medicaid.

Análises pré-especificadas de participantes com asma não controlada no início do estudo mostraram melhorias após 12 meses de 4,6 pontos no ACT entre os participantes do DASM e 1,8 entre os controles. A raça moderou esse efeito. Aos 12 meses, a diferença entre os braços na mudança do ACT favoreceu o DASM em relação ao controle em 1,0 pontos para participantes afro-americanos e 3,3 pontos para participantes que não se identificaram como afro-americanos. A moderação não foi observada pelo seguro ou etnia.

Ademais, o grupo Medicaid apresentou uma redução de risco relativo em visitas de emergência associadas à asma de 43%, com os participantes do grupo controle e DASM apresentando uma média de 0,58 e 0,33 visitas por paciente-ano, respectivamente. Entretanto, no subgrupo comercial, nenhum efeito clinicamente ou estatisticamente significativo foi observado.

Em conclusão, o programa DASM melhorou o controle dos sintomas da asma em média, com um efeito mais fraco observado para participantes afro-americanos. As diferenças nos efeitos do tratamento podem estar relacionadas ao engajamento variável. É necessário trabalho futuro para adaptar o programa com o objetivo de conferir benefícios em diversas populações.