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/ Publicado el 9 de febrero de 2026

Doenças cardiovasculares

Atualização da American Heart Association: panorama global e dos EUA sobre doenças cardiovasculares

A atualização anual da American Heart Association, publicada em 2026 no Circulation, reúne dados epidemiológicos atualizados sobre doenças cardiovasculares, acidente vascular encefálico e fatores de risco, com enfoque nos Estados Unidos e no cenário global.

Autor/a: Latha P. Palaniappan, ET AL.

Fuente: Circulation, 2026. DOI: https://doi.org/10.1161/CIR.0000000000001412 2026 Heart Disease and Stroke Statistics: A Report of US and Global Data From the American Heart Association

Principais destaques e mensagens-chave:

1.      As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte nos Estados Unidos e no mundo.

Apesar de décadas de progresso, as DCVs continuam sendo a principal causa de morte. Nos Estados Unidos, foram responsáveis por 915.973 mortes, o que equivale a 1 morte a cada 34 segundos, superando o número de óbitos por câncer e doenças respiratórias crônicas combinados. Embora a maioria das mortes por DCV esteja relacionada à doença arterial coronariana, condições como insuficiência cardíaca, hipertensão, doenças vasculares, arritmias, entre outras, contribuem significativamente para essa elevada carga de doença.

2.      As iniquidades na saúde cardiovascular e nos desfechos das DCV permanecem generalizadas.

Persistem desigualdades profundas e duradouras na saúde cardiovascular segundo raça e etnia, localização geográfica e nível socioeconômico, refletindo o impacto de determinantes estruturais e sociais da saúde.

3.      A saúde cardiovascular ideal permanece em níveis baixos.

A saúde cardiovascular ideal mantém-se baixa ao longo do curso da vida, com um escore médio de saúde cardiovascular de 70 em adultos e de 73 em adolescentes (16 a 19 anos). Entretanto, se um nível elevado fosse alcançado por todos os adultos nos Estados Unidos, estudos de modelagem sugeriram que aproximadamente 2 milhões de grandes eventos cardiovasculares poderiam ser prevenidos anualmente.

4.      Condições cardiovasculares, renais e metabólicas em situação desfavorável.

O conhecimento, o diagnóstico e o controle da hipertensão e do diabetes permanecem baixos, representando uma oportunidade crítica para priorizar a prevenção e o manejo, especialmente entre adultos jovens.

5.      Desfechos adversos na gravidez são sinais precoces de risco cardiovascular.

A saúde cardiovascular materna inadequada e os desfechos adversos da gestação representam uma oportunidade-chave para otimizar a saúde cardiovascular de longo prazo das mulheres e de seus filhos, considerando as implicações duradouras para a saúde futura.

6.      As mortes por parada cardíaca súbita diminuíram, mas a sobrevida continua baixa.

As paradas cardíacas súbitas mencionadas em qualquer parte do atestado de óbito contribuíram para 380.349 mortes nos Estados Unidos em 2023. Entre as paradas cardíacas extra-hospitalares em 2024, a sobrevida até a alta hospitalar foi de apenas 10,5%. Além disso, apenas 42% receberam reanimação cardiopulmonar (RCP) por testemunhas e apenas 13% tiveram uso de desfibrilador externo automático (DEA) em locais públicos, destacando uma importante oportunidade de melhoria nos desfechos e na sobrevida.

7.      A saúde cerebral emerge como um conceito de grande relevância.

O AVE e o declínio cognitivo levam a elevada morbidade e mortalidade. Embora as taxas de mortalidade ajustadas por idade por AVE em 2023 tenham sido de 39,0 por 100.000 habitantes (uma redução de 24% desde 2004), as taxas de mortalidade ajustadas por idade por demência em 2023 foram de 69,7 por 100.000 habitantes, representando um aumento de 47% entre 2004 e 2023. Os fatores de risco vasculares são cada vez mais reconhecidos como o principal conjunto de fatores determinantes da saúde cerebral, especialmente devido à sua alta prevalência e potencial de modificação.

8.      Terapias cardiovasculares baseadas em evidências ainda são subutilizadas.

Avanços científicos significativos resultaram em um número crescente de opções terapêuticas eficazes, porém lacunas importantes na qualidade do cuidado persistem. Programas como o Get With the Guidelines (GWTG) têm promovido melhorias relevantes, com oportunidades contínuas para ampliar a adesão às terapias medicamentosas orientadas por diretrizes em pacientes com DCV.

9.      O impacto econômico das doenças cardiovasculares é elevado.

Os custos anuais diretos e indiretos das DCV nos Estados Unidos entre 2021 e 2022 foram estimados em US$ 414,7 bilhões.

10. A carga global de DCV e de saúde cardiovascular inadequada permanece alta.

As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte em todo o mundo, responsáveis por 19,4 milhões de mortes em 2021, o que representa um aumento de 18,5% no número total de óbitos desde 2010. A saúde cardiovascular inadequada é altamente prevalente entre os países, sendo a pressão arterial sistólica elevada o principal fator de risco em nível global.


Publicada em 2026 no Circulation, a atualização anual Heart Disease and Stroke Statistics Update da American Heart Association (AHA) consolida e analisa os dados mais recentes sobre doenças cardiovasculares (DCV), acidente vascular encefálico (AVE) e fatores de risco associados, abrangendo informações dos Estados Unidos e do cenário global.

A edição de 2026 reafirmou que as doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de mortalidade no mundo e nos Estados Unidos, apesar dos avanços terapêuticos e das estratégias de prevenção implementadas nas últimas décadas. O documento destacou não apenas a magnitude da carga de doença, mas também a persistência, e, em alguns casos, o agravamento, de desigualdades em saúde, influenciadas por determinantes sociais, raciais, geográficos e econômicos.

Além de atualizar dados de prevalência, mortalidade e custos econômicos, o relatório de 2026 ampliou o foco sobre conceitos-chave para a prática clínica contemporânea, como a saúde cardiovascular ideal ao longo do curso de vida, a integração entre saúde cardiovascular, metabólica, renal e cerebral, e o papel dos fatores de risco modificáveis resumidos no framework do Life’s Essential 8. A atualização também chamou atenção para oportunidades críticas de intervenção, incluindo prevenção primária, diagnóstico precoce, tratamento baseado em evidências e ampliação do acesso equitativo a cuidados de saúde de qualidade. Abaixo a equipe da IntraMed Brasil apresenta as principais estatísticas-chave do documento.

Doenças cardíacas, AVE e outras doenças cardiovasculares

·       As DCVs foram responsáveis por 915.973 óbitos nos Estados Unidos em 2023. A taxa de mortalidade ajustada por idade por DCV como causa básica de morte foi de 218,3 por 100.000 habitantes.

·       As doenças cardíacas e o AVE causaram mais mortes nos Estados Unidos em 2023 do que todas as formas de câncer e as doenças respiratórias crônicas das vias aéreas inferiores combinadas.

·       Entre 2021 e 2023, 130,6 milhões de adultos nos Estados Unidos (48,9%) apresentavam alguma forma de DCV.

·       Entre 2021 e 2022, os custos diretos e indiretos totais das DCV nos Estados Unidos foram de US$ 414,7 bilhões (US$ 223,2 bilhões em custos diretos e US$ 191,5 bilhões em custos indiretos/mortalidade).

·       Entre 2021 e 2023, nos Estados Unidos, 59,5% das mulheres negras não hispânicas e 63,0% dos homens negros não hispânicos apresentavam alguma forma de DCV. Essa categoria racial apresentou a maior prevalência de DCV.

·       Em 2023, a doença arterial coronariana (DAC) foi a principal causa de mortes atribuíveis às DCV nos Estados Unidos (38,2%), seguida por AVE (17,8%), outras DCV (17,1%), doenças hipertensivas (14,5%), insuficiência cardíaca (IC, 9,8%) e doenças das artérias (2,7%).

·       Os custos diretos relacionados às DCV representaram 10% do total dos gastos em saúde nos Estados Unidos entre 2021 e 2022.

·       As DCV foram responsáveis por aproximadamente 19,41 milhões de mortes globais em 2021, um aumento de 18,51% em relação a 2010. A taxa global de mortalidade padronizada por idade por DCV foi de 235,18 por 100.000 habitantes em 2021, representando uma redução de 14,55% em relação a 2010.

Doença arterial coronariana

·       A doença arterial coronariana (DAC) foi a causa básica de 349.470 mortes nos Estados Unidos em 2023. A taxa de mortalidade ajustada por idade nos EUA por DAC como causa básica de morte foi de 82,2 por 100.000 habitantes.

·       Entre 2013 e 2023, nos Estados Unidos, a taxa anual de mortalidade atribuível à DAC diminuiu 19,9%, enquanto o número absoluto de óbitos apresentou uma redução de 5,6%.

·       O infarto do miocárdio (IM) foi a causa básica de 93.345 mortes nos Estados Unidos em 2023. A taxa de mortalidade ajustada por idade nos EUA por IM como causa básica de morte foi de 21,9 por 100.000 habitantes.

·       Aproximadamente a cada 40 segundos, uma pessoa nos Estados Unidos sofre um infarto do miocárdio.

·       De acordo com dados de 2005 a 2014, a incidência anual estimada de ataque cardíaco nos Estados Unidos foi de 605.000 novos eventos e 200.000 eventos recorrentes. A idade média no primeiro infarto foi de 65,6 anos para homens e 72,0 anos para mulheres.

·       O custo direto e indireto estimado da DAC entre 2021 e 2022 (média anual) foi de US$ 124,9 bilhões nos Estados Unidos.

·       A doença cardíaca isquêmica foi responsável por aproximadamente 8,99 milhões de mortes globais em 2021, um aumento de 21,03% em relação a 2010. A taxa global de mortalidade padronizada por idade foi de 108,73 por 100.000 habitantes em 2021, representando uma redução de 13,02% em comparação com 2010.

Acidente vascular encefálico

·       Em 2023, o AVE foi responsável por aproximadamente 1 em cada 19 mortes nos Estados Unidos.

·       Em média, em 2023, uma pessoa morreu por AVE a cada 3 minutos e 14 segundos nos Estados Unidos.

·       O AVE foi a causa básica de 162.639 mortes nos Estados Unidos em 2023. A taxa de mortalidade ajustada por idade foi de 39,0 por 100.000 habitantes.

·       Em 2023, a taxa de mortalidade por AVE ajustada por idade nos Estados Unidos como causa básica de morte foi de 39,0 por 100.000 habitantes, representando um aumento de 7,7% em relação a 36,2 por 100.000 em 2013. No mesmo período, o número absoluto de mortes por AVE aumentou 26,1%.

·       Em 2021, ocorreram 7,25 milhões de mortes atribuíveis ao AVE em todo o mundo, um aumento de 14,30% em relação a 2010. Dessas, 3,59 milhões foram por AVE isquêmico, 3,31 milhões por hemorragia intracerebral e 0,35 milhão por hemorragia subaracnoide. A taxa global de mortalidade padronizada por idade foi de 87,45 por 100.000 habitantes para AVE total, representando uma redução de 17,45% em relação a 2010. As taxas globais padronizadas por idade foram de 44,18 por 100.000 para AVE isquêmico, 39,09 por 100.000 para hemorragia intracerebral e 4,18 por 100.000 para hemorragia subaracnoide.

Parada cardíaca súbita (PCS)

·       Em 2023, a PCS foi a causa básica de 18.132 mortes nos Estados Unidos. A taxa de mortalidade ajustada por idade por PCS como causa básica de morte foi de 4,3 por 100.000 habitantes.

·       Ainda em 2023, a mortalidade por PCS considerando qualquer menção no atestado de óbito totalizou 380.349 mortes nos Estados Unidos. A taxa de mortalidade ajustada por idade por PCS considerando qualquer menção foi de 90,2 por 100.000 habitantes.

·       De acordo com dados dos Estados Unidos de 2024, a maioria das paradas cardíacas extra-hospitalares (PCEH) em adultos ocorreu em domicílios ou residências (71,0%). Locais públicos (18,0%) e instituições de longa permanência (11,1%) foram outros locais de ocorrência de PCEH em adultos.

·       Segundo dados dos Estados Unidos de 2024, considerando apenas PCEH em adultos, a sobrevida até a alta hospitalar foi de 10,5% para todas as paradas cardíacas não traumáticas tratadas pelos serviços de emergência médica (EMS). As paradas em adultos testemunhadas por leigos apresentaram 15,9% de sobrevida até a alta hospitalar, enquanto aquelas testemunhadas por profissionais acionados via 9-1-1 tiveram 18,0% de sobrevida até a alta hospitalar.

Insuficiência cardíaca (IC)

·       Com base em dados de 2021 a 2023, 7,7 milhões de adultos nos Estados Unidos (2,5%) apresentavam insuficiência cardíaca (IC).

·       Em 2023, houve 89.795 mortes nos Estados Unidos tendo a IC como causa básica. Nesse mesmo ano, a taxa de mortalidade ajustada por idade com a IC como causa básica de morte foi de 21,6 por 100.000 habitantes.

·       Em 2021, estimou-se que 55,50 milhões de mortes foram atribuídas à insuficiência cardíaca em todo o mundo, representando um aumento de 33,28% em relação a 2010. A taxa de mortalidade ajustada por idade atribuível à IC nos Estados Unidos foi de 676,68 por 100.000 habitantes, sem mudança significativa em relação a 2010.

Fatores de risco cardiovascular (DCV)

A American Heart Association avaliou a saúde cardiovascular da população acompanhando oito fatores e comportamentos essenciais de saúde que aumentam o risco de doenças cardíacas e AVE. Esses fatores são denominados “Life’s Essential 8”, e a associação os utiliza para monitorar o progresso em direção à melhoria da saúde cardiovascular de todos os americanos.

Os Life’s Essential 8 são: parar de fumar, ser mais ativo fisicamente, alimentar-se melhor, controlar o peso, ter um sono saudável, controlar o colesterol, controlar a pressão arterial e controlar a glicemia.

> Uso e exposição ao tabaco e à nicotina

·       Em todo o mundo, o tabaco contribuiu para aproximadamente 7,25 milhões de mortes em 2021, um aumento de 9,28% em relação a 2010. A taxa global de mortalidade padronizada por idade foi de 85,66 por 100.000 habitantes, representando uma redução de 19,75% em comparação com 2010.

·       Nos Estados Unidos, em 2021, o tabagismo foi o segundo principal fator de risco para anos de vida perdidos por mortalidade prematura e o quarto principal fator de risco para anos de vida vividos com incapacidade ou lesão.

·       Uma meta-análise de 23 estudos prospectivos e 17 estudos caso-controle sobre riscos cardiovasculares associados ao tabagismo passivo demonstrou um aumento do risco relativo de 18% para mortalidade total, 23% para DCV totais, 23% para DAC e 29% para AVE entre os indivíduos expostos.

·       De acordo com o Relatório do Surgeon General de 2020 sobre cessação do tabagismo, mais de 480.000 americanos morrem anualmente em decorrência do tabagismo ativo, e mais de 41.000 morrem devido ao passivo, o que corresponde a aproximadamente 1 em cada 5 mortes por ano.

·       Em 2024, 10,1% dos estudantes do ensino médio e 5,4% dos estudantes do ensino fundamental nos Estados Unidos relataram uso atual de produtos de tabaco. Nos últimos 30 dias, 1,7% dos estudantes do ensino médio e 1,1% do ensino fundamental fumaram cigarros convencionais. No mesmo período, 7,8% dos estudantes do ensino médio e 3,5% do ensino fundamental utilizaram cigarros eletrônicos.

·       Em 2021, 11,5% dos adultos nos Estados Unidos relataram uso de cigarros diariamente ou em alguns dias (13,1% dos homens e 10,1% das mulheres).

·       Em 2021, ocorreram 7,25 milhões de mortes globais atribuídas ao tabaco, um aumento de 9,28% em relação a 2010. A taxa global de mortalidade padronizada por idade devido ao tabaco foi de 85,66 por 100.000 habitantes, representando uma redução de 19,75% em comparação com 2010.

> Atividade Física

·       Em 2022, a prevalência geral de adultos nos Estados Unidos que atenderam às Diretrizes de Atividade Física para Americanos de 2018, tanto para atividade aeróbica quanto para atividades de fortalecimento muscular, foi de 25,3%.

·       Entre crianças e adolescentes de 12 a 17 anos nos Estados Unidos em 2022 e 2023, 13,7% realizaram atividade física por 60 minutos ou mais todos os dias da semana. Esse percentual foi maior entre crianças de 6 a 11 anos (25,6%).

·       Em 2021, a baixa atividade física foi responsável por aproximadamente 0,66 milhão de mortes em todo o mundo, representando um aumento de 30,74% em relação a 2010. A taxa global de mortalidade padronizada por idade atribuível à baixa atividade física foi de 7,99 por 100.000 habitantes em 2021, correspondendo a uma redução de 7,49% em relação a 2010.

> Nutrição

·       Utilizando a métrica de pontuação Life’s Essential 8 da American Heart Association e dados do NHANES de 2013 a 2020, a dieta esteve entre os componentes com menores escores entre os adultos; a pontuação média da dieta foi de 41,8, com variação entre os grupos demográficos de 28,2 a 53,7, em uma escala de 0 a 100.

·       Entre crianças e adolescentes de 2 a 19 anos, no período de 2013 a 2020, observou-se uma pontuação média da dieta de 43,9 em 100, com variação entre os grupos demográficos de 32,5 a 50,3.

·       Em 2021, os fatores de risco relacionados à dieta foram responsáveis por 7 dos 20 principais fatores de risco para anos de vida perdidos por mortalidade prematura nos Estados Unidos.

·       Em 2021, os fatores de risco relacionados à dieta representaram 3 dos 20 principais fatores de risco para anos de vida perdidos por mortalidade prematura em nível global.

·       Em 2021, ocorreram 7,22 milhões de mortes globais atribuídas a riscos alimentares, um aumento de 18,78% em relação a 2010. A taxa global de mortalidade padronizada por idade devido a riscos alimentares foi de 86,26 por 100.000 habitantes, correspondendo a uma redução de 13,85% em comparação com 2010.

> Sobrepeso e Obesidade

·       Nos Estados Unidos, a prevalência de obesidade ajustada por idade entre adultos no período de 2021 a 2023 foi de 40,3% no total, sendo 39,3% entre os homens e 41,4% entre as mulheres.

·       A prevalência de obesidade grave em adultos nos Estados Unidos, ajustada por idade, no período de 2021 a 2023, foi de 9,7% no total, 6,8% entre os homens e 12,6% entre as mulheres.

·       A prevalência de obesidade entre crianças e adolescentes de 2 a 19 anos nos Estados Unidos, de 2021 a 2023, foi de 21,1% no total, sendo 23,0% entre os meninos e 19,1% entre as meninas.

·       Em nível global, o alto índice de massa corporal (IMC) foi atribuído a aproximadamente 3,71 milhões de mortes em 2021, representando um aumento de 42,81% em relação a 2010. A taxa global de mortalidade padronizada por idade atribuível ao alto IMC foi de 44,23 por 100.000 habitantes, sem alteração significativa em relação a 2010.

> Colesterol elevado e outros lipídios

·       Com base em dados de 2021 a 2023, estima-se que 91,2 milhões de adultos nos Estados Unidos (36,1%) apresentavam colesterol total ≥ 200 mg/dL.

·       Ainda segundo esses dados, aproximadamente 28,7 milhões de adultos nos Estados Unidos (11,3%) tinham colesterol total ≥ 240 mg/dL.

·       Com base em dados de 2017 a 2020, estima-se que 63,1 milhões de adultos nos Estados Unidos (25,5%) apresentavam níveis elevados de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL), definido como ≥ 130 mg/dL. Os dados de colesterol LDL referentes ao período de 2021 a 2023 ainda não haviam sido divulgados no momento da elaboração da Atualização Estatística de 2026.

·       Utilizando dados de 2021 a 2023, estima-se que 34,9 milhões de adultos (14,1%) apresentavam níveis reduzidos de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL), definidos como < 40 mg/dL.

·       Em nível global, em 2021, aproximadamente 3,65 milhões de mortes foram atribuídas a níveis elevados de colesterol LDL, representando um aumento de 17,41% em relação a 2010. A taxa global de mortalidade padronizada por idade foi de 43,67 por 100.000 habitantes, correspondendo a uma redução de 14,68% em comparação com 2010.

> Sono

·       Dados do NHANES de 2017 a 2020 mostraram que a dificuldade para dormir foi mais prevalente entre idosos, mulheres, adultos brancos não hispânicos, e pessoas desempregadas.

·       A sonolência diurna foi mais prevalente entre adultos mais jovens, mulheres, adultos brancos não hispânicos, pessoas desempregadas e indivíduos com menor renda.

·       Com base em dados dos Estados Unidos de 2022, as mulheres relataram com maior frequência do que os homens que nunca acordam descansadas ou acordam descansadas apenas em alguns dias, em todas as faixas etárias.

> Diabetes

·       Com base em dados de 2021 a 2023, estimou-se que 29,5 milhões de adultos nos Estados Unidos (10,6%) apresentavam diabetes diagnosticado.

·       Ainda segundo esses dados, estimou-se que 9,6 milhões de adultos nos Estados Unidos (3,5%) tinham diabetes não diagnosticado. Além disso, 96,0 milhões de adultos (37,2%) apresentavam pré-diabetes.

·       Em 2023, 95.190 mortes nos Estados Unidos tiveram o diabetes como causa básica. A taxa de mortalidade ajustada por idade com o diabetes como causa básica de morte foi de 22,4 por 100.000 habitantes.

·       Em 2021, estimou-se que 1,66 milhão de mortes foram atribuídas ao diabetes em todo o mundo, representando um aumento de 41,13% em relação a 2010. A taxa global de mortalidade padronizada por idade foi de 19,61 por 100.000 habitantes, sem diferença significativa em comparação com 2010.

·       Ainda em 2021, estimou-se que 5,29 milhões de mortes globais foram atribuídas à glicemia de jejum elevada, um aumento de 37,09% em relação a 2010. A taxa global de mortalidade padronizada por idade foi de 63,73 por 100.000 habitantes, sem diferença significativa em relação a 2010.

> Hipertensão arterial

·       Com base em dados de 2021 a 2023, 125,9 milhões de adultos nos Estados Unidos (47,3%) apresentavam hipertensão.

·       Em 2023, ocorreram 132.827 mortes nos Estados Unidos tendo a hipertensão como causa básica. Nesse mesmo ano, a taxa de mortalidade ajustada por idade com a hipertensão como causa básica de morte foi de 31,9 por 100.000 habitantes.

·       Em 2021, estimou-se que 10,85 milhões de mortes foram atribuídas à pressão arterial sistólica elevada em todo o mundo, representando um aumento de 20,50% em relação a 2010. A taxa global de mortalidade padronizada por idade atribuível à pressão arterial sistólica elevada foi de 131,10 por 100.000 habitantes, correspondendo a uma redução de 13,63% em comparação com 2010.