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Publicado el 1 de abril de 2025

Implicação clínica

A idade afeta a eficácia de medicamentos populares para diabetes

Implicações clínicas e direcionamento terapêutico

Autor/a: Hanlon P, Butterly E, Wei L, et al.

Fuente: JAMA. Published online February 03, 2025. doi:10.1001/jama.2024.27402 Manage citations: Sex Differences in Efficacy of Treatments for Type 2 Diabetes: A Network Meta-Analysis.

Inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), agonistas do receptor do peptídeo 1 semelhante ao glucagon (GLP-1) e inibidores da dipeptidil peptidase 4 (DPP4) melhoram a hiperglicemia e reduzem o risco de eventos cardiovasculares adversos (ECVAs) em indivíduos com diabetes tipo 2. No entanto, uma questão ainda importante a ser determinada é se a eficácia desses fármacos varia de acordo com a idade ou o sexo.

Por isso, Hanlon e colaboradores (2025) investigaram se a idade ou o sexo foram associados a diferenças na eficácia dos inibidores do SGLT2, agonistas do receptor GLP-1 e inibidores do DPP4. Para isso, eles realizaram uma revisão sistemática. Eles utilizaram as bases de dados MEDLINE e Embase, e registros de ensaios clínicos dos EUA e da China foram pesquisados por artigos publicados desde sua criação até novembro de 2022; em agosto de 2024, a busca foi atualizada.

Foram incluídos 601 ensaios, dos quais 103 forneceram dados de participantes individuais (todos relataram dados sobre o controle glicêmico e seis os benefícios cardiovasculares). Dados de participantes individuais e agregados foram usados para avaliar as interações entre idade e tratamento, bem como entre sexo e tratamento. As principais medidas de resultado foram os níveis de Hemoglobina A1c (HbA1c) e ECVAs.

O uso de inibidores de SGLT2 (vs placebo) foi associado a uma menor redução da HbA1c com o aumento da idade para monoterapia e para terapia tripla. Os agonistas do receptor GLP-1 foram associados a uma maior redução da HbA1c com o aumento da idade para monoterapia e para terapia dual, mas não para a tripla. O uso de inibidores de DPP4 foi associado a uma redução ligeiramente melhor da HbA1c em pessoas mais velhas para terapia dual, mas não para monoterapia ou terapia tripla. A redução relativa em ECVAs com o uso de inibidores de SGLT2 foi maior em participantes mais velhos versus mais jovens por incremento de 30 anos de idade. Além disso, também foi menor com o uso de agonistas do receptor GLP-1 em participantes mais velhos. Não houve evidência consistente para interações sexo e tratamento com o uso de inibidores de SGLT2 e agonistas do receptor GLP-1.

Em conclusão, os inibidores de SGLT2 e os agonistas do receptor GLP-1 foram associados a um menor risco de ECVAs. A análise das interações idade e tratamento sugeriu que os inibidores de SGLT2 foram mais cardioprotetores em pessoas mais velhas do que em pessoas mais jovens, apesar de reduções menores em HbA1c; os agonistas do receptor GLP-1 foram mais cardioprotetores em pessoas mais jovens.