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O uso de benzodiazepínicos durante a gestação tem aumentado nos últimos anos, apesar das preocupações relacionadas a possíveis riscos para os desfechos obstétricos e neonatais, como aborto, natimortalidade, parto prematuro e restrição de crescimento intrauterino. A literatura disponível até o momento apresenta limitações importantes, o que torna o tema ainda controverso.
Os desfechos principais avaliados foram: aborto (espontâneo e eletivo), natimortalidade, parto prematuro e recém-nascidos pequenos para a idade gestacional. Para lidar com eventos concorrentes, aplicou-se ponderação por probabilidade inversa estabilizada, incorporando fatores prognósticos pós-basais em todas as gestações. As análises foram estratificadas por trimestre gestacional.
No total, foram incluídas 59.521 gestações expostas a benzodiazepínicos e 394.956 não expostas. A idade média das participantes foi de aproximadamente 32 anos em ambos os grupos. O uso de benzodiazepínicos esteve associado a maior risco de aborto, tanto espontâneo, quanto eletivo. Não foi observada associação significativa com natimortalidade. Após o ajuste para eventos concorrentes, verificou-se associação com aumento do risco de parto prematuro e discreto aumento do risco de recém-nascidos pequenos para a idade gestacional, sendo os efeitos mais pronunciados quando a exposição ocorreu no segundo trimestre.
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