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/ Publicado el 6 de febrero de 2025

Atualização

Vitamina D para a prevenção de doenças: uma nova diretriz

Entre outras mudanças, a diretriz da Endocrine Society abandonou suas categorias anteriormente recomendadas para "deficiência" e "insuficiência" de vitamina D.

Autor/a: Demay MB, et al.

Fuente: Vitamin D for the Prevention of Disease: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2024 Jul 12;109(8):1907-1947. doi: 10.1210/clinem/dgae290. Vitamin D for the Prevention of Disease: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline

Em 2011, a Endocrine Society publicou uma diretriz sobre a "Avaliação, Tratamento e Prevenção da Deficiência de Vitamina D". Agora, a sociedade divulgou uma diretriz atualizada, influenciada por um grande volume de pesquisas realizadas nos últimos anos. A equipe da IntraMed Brasil selecionou as principais mudanças com a atualização.

• Anteriormente, a Endocrine Society classificava o status de vitamina D como “deficiente” quando os níveis de 25-hidroxivitamina D (25[OH]D) no soro estavam abaixo de 20 ng/mL, e “insuficiente” quando esses estavam entre 20 ng/mL e 29 ng/mL. Agora, a Sociedade não endossa mais níveis específicos de 25(OH)D para definir suficência, insuficiência e deficiência de vitamina D. A justificativa é que a pesquisa clínica não estabeleceu limiares distintos de níveis séricos que possam ser associados com confiança a desfechos clínicos específicos.

• Na população geral de adultos (faixa etária de 19–74 anos), não se recomenda nem a suplementação rotineira de vitamina D nem a realização de exames de rotina para medir os níveis de 25(OH)D. No entanto, adultos dessa faixa etária devem seguir a recomendação diária de ingestão de vitamina D da National Academy of Medicine dos EUA — 600 UI diárias até os 70 anos, e 800 UI diárias para pessoas com 70 anos ou mais.

• Para idosos (idade ≥75), não se recomenda a realização de exames rotineiros para medir os níveis de 25(OH)D. Contudo, a suplementação empírica de vitamina D é recomendada devido ao seu potencial para reduzir a mortalidade. Os autores reconheceram que o efeito sobre a mortalidade foi pequeno. Uma revisão das evidências não mostrou evidências conclusivas de que a suplementação reduza os riscos de fraturas, quedas ou infecções nesse grupo etário.

• A suplementação em idosos pode ser realizada por meio de ingestão dietética ou preparações de vitamina D. Como as fontes alimentares naturais dessa substância são limitadas, frequentemente são necessários alimentos fortificados para garantir uma ingestão adequada. Os autores sugeriram indiretamente que a suplementação com cerca de 1000 UI diárias é razoável.

• A suplementação empírica de vitamina D é recomendada durante a gravidez (por meio de alimentos ou preparações de vitaminas). Essa recomendação deve-se ao seu potencial benefício na redução do risco de pré-eclâmpsia, mortalidade intrauterina, parto prematuro, nascimento pequeno para a idade gestacional (PIG) e mortalidade neonatal.

• A suplementação empírica é recomendada para adultos com pré-diabetes de alto risco, com base em uma meta-análises que sugeriu que a ingesta de vitamina D pode reduzir o risco de progressão para diabetes. Ademais, esses pacientes devem receber recomendações de modificações de estilo de vida.

• Quando a suplementação é administrada, recomenda-se doses diárias baixas (em vez de altas doses administradas em intervalos, como semanal ou mensal), pois as evidências sugeriram alguns efeitos adversos com doses altas intermitentes.

• Não foi recomendada a triagem rotineira para níveis baixos de vitamina D em adultos com obesidade e adultos com pele escura.

• A suplementação de vitamina D acima da ingestão dietética recomendada pelo Institutes of Medicine (IOM) em crianças e adolescentes é indicada para prevenir o raquitismo nutricional e possivelmente reduzir o risco de infecções respiratórias.

É importante notar que a diretriz não se aplica a pessoas com condições clínicas que afetam a fisiologia da vitamina D (por exemplo, má absorção, doença renal crônica, outros distúrbios do metabolismo do cálcio) ou a pessoas com sintomas ósseos que possam refletir osteomalácia causada pela sua deficiência. Nesses casos, o teste dos níveis séricos de 25(OH)D é necessário.