Medical News

/ Published on August 22, 2022

Prática clínica

Varíola dos macacos: Anvisa orienta clínicas de reprodução assistida

Há potencial para transmissão por material biológico, alerta agência

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota técnica (NT 34/2022) na última segunda-feira (22/08) com orientações aos Centros de Reprodução Humana Assistida (CRHA) assistida envolvendo a varíola dos macacos.

Segundo a agência, embora nenhum caso de transmissão do vírus por meio de células de embriões, sangue ou tecidos tenha sido confirmado, existe potencial para a transmissão por material biológico. A suspeita está baseada em estudos científicos limitados, ou seja, que estão disponíveis neste momento.

Por medida de precaução, a Anvisa recomenda que pessoas com sintomas da doença não doem embriões e gametas pelo período mínimo de 21 dias após o início dos sintomas e a cura total das lesões. Pacientes assintomáticos que tenham contato com pessoas com casos suspeitos ou confirmados devem evitar a doação também por 21 dias, a partir do último dia de exposição ao vírus.

“Apesar da informação limitada, existe potencial de que o vírus seja transmissível através de substâncias de origem humana, valendo alerta de precaução neste momento, principalmente, diante do fato que a infeção por vírus do mesmo gênero do minkeypox (gênero orthopoxvirus) está associada a um risco aumentado de complicações maternas e perinatais, incluindo morte fetal, parto e abordo espontâneo”, informou, em nota.

"A nota técnica alerta aos médicos, aos responsáveis pelos CRHA e aos pacientes que observem sinais ou sintomas sugestivos da doença, ou mesmo se os pacientes tiveram contatos com pessoas ou animais doentes, para que possam realizar criteriosa avaliação de riscos e benefícios, considerando as possíveis complicações relacionadas à infecção com MPXV [vírus da varíola] durante a gravidez", informa a Anvisa.