A administração de três doses da vacina Pfizer/BioNTech foi associada a uma redução de 97% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela covid-19 em crianças de 6 meses a 4 anos de idade, segundo estudo da USP publicado na revista científica Vaccine.
A pesquisa analisou dados de 2,09 milhões de crianças de 24 municípios brasileiros com elevado número de casos graves e hospitalizações por covid-19 entre julho de 2022 e dezembro de 2024. A população estudada corresponde a cerca de 18% das crianças brasileiras nessa faixa etária.
Os pesquisadores utilizaram dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Influenza (Sivep-Gripe), da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e do Censo 2022. Ao longo do período analisado, a coorte acumulou mais de 37,6 milhões de crianças-mês de acompanhamento. Foram registradas 1.384 hospitalizações por SRAG relacionada à covid-19 e 27 óbitos.
Entre as crianças que completaram o esquema primário de três doses da Pfizer/BioNTech, não houve mortes registradas. Dos 27 óbitos observados, 23 ocorreram entre crianças não vacinadas. Os quatro restantes foram registrados em crianças que haviam recebido apenas uma ou duas doses.
Além disso, os não vacinados responderam por aproximadamente 85% das hospitalizações registradas durante o estudo.
Os resultados indicaram que uma ou duas doses da Pfizer/BioNTech não apresentaram benefícios consistentes em todas as faixas etárias avaliadas. A proteção mais expressiva foi observada entre as crianças que completaram o esquema de três doses.
No grupo que recebeu a CoronaVac, aplicada em crianças de 3 a 4 anos, o esquema de duas doses não foi associado a uma redução estatisticamente significativa do risco de SRAG por covid-19. Ainda assim, não foram registrados óbitos entre as crianças vacinadas com esse imunizante.
Os autores destacaram que a imunidade adquirida por infecções naturais prévias pode ter influenciado parte dos resultados, mas afirmaram que os dados reforçam o papel da vacinação infantil na prevenção de casos graves, hospitalizações e mortes por covid-19.
Segundo os pesquisadores, ampliar a cobertura vacinal em crianças menores de 5 anos continua sendo uma estratégia importante para reduzir o impacto da doença e orientar políticas públicas de proteção a essa população.
Publicado el 16 de septiembre de 2026
Vacina
Três doses da vacina da Pfizer reduziram em 97% os casos graves de covid-19 em crianças
Estudo da USP com mais de 2 milhões de crianças brasileiras mostrou que o esquema completo de três doses da vacina Pfizer/BioNTech esteve associado a uma redução de 97% dos casos graves de covid-19 e à ausência de óbitos no grupo totalmente vacinado.
Autor/a: Isaac Negretto Schrarstzhaupt and Fredi Alexander Diaz-Quijano
Fuente: Vaccine 91 (2026) 129096 Effectiveness of COVID-19 vaccination schedules against severe COVID-19 in children aged 6 months to 4 years in Brazil: A population-based cohort study (2023–2024)
A administração de três doses da vacina Pfizer/BioNTech foi associada a uma redução de 97% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela covid-19 em crianças de 6 meses a 4 anos de idade, segundo estudo da USP publicado na revista científica Vaccine.
A pesquisa analisou dados de 2,09 milhões de crianças de 24 municípios brasileiros com elevado número de casos graves e hospitalizações por covid-19 entre julho de 2022 e dezembro de 2024. A população estudada corresponde a cerca de 18% das crianças brasileiras nessa faixa etária.
Os pesquisadores utilizaram dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Influenza (Sivep-Gripe), da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e do Censo 2022. Ao longo do período analisado, a coorte acumulou mais de 37,6 milhões de crianças-mês de acompanhamento. Foram registradas 1.384 hospitalizações por SRAG relacionada à covid-19 e 27 óbitos.
Entre as crianças que completaram o esquema primário de três doses da Pfizer/BioNTech, não houve mortes registradas. Dos 27 óbitos observados, 23 ocorreram entre crianças não vacinadas. Os quatro restantes foram registrados em crianças que haviam recebido apenas uma ou duas doses.
Além disso, os não vacinados responderam por aproximadamente 85% das hospitalizações registradas durante o estudo.
Os resultados indicaram que uma ou duas doses da Pfizer/BioNTech não apresentaram benefícios consistentes em todas as faixas etárias avaliadas. A proteção mais expressiva foi observada entre as crianças que completaram o esquema de três doses.
No grupo que recebeu a CoronaVac, aplicada em crianças de 3 a 4 anos, o esquema de duas doses não foi associado a uma redução estatisticamente significativa do risco de SRAG por covid-19. Ainda assim, não foram registrados óbitos entre as crianças vacinadas com esse imunizante.
Os autores destacaram que a imunidade adquirida por infecções naturais prévias pode ter influenciado parte dos resultados, mas afirmaram que os dados reforçam o papel da vacinação infantil na prevenção de casos graves, hospitalizações e mortes por covid-19.
Segundo os pesquisadores, ampliar a cobertura vacinal em crianças menores de 5 anos continua sendo uma estratégia importante para reduzir o impacto da doença e orientar políticas públicas de proteção a essa população.