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/ Publicado el 26 de septiembre de 2024

Nutrição como aliada na saúde das articulações e ossos

Tratamento dietético para a artrose e a osteoporose

A importância de uma dieta equilibrada no tratamento e prevenção da artrose e osteoporose, promovendo a saúde articular e óssea através de nutrientes essenciais e práticas alimentares saudáveis

artrose é uma doença articular dolorosa, complexa, multifatorial e crônica, enquanto a osteoporose é caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo. O exercício físico regular e uma boa alimentação são importantes tanto para a prevenção quanto para o tratamento de ambas as patologias.

Diagnóstico do ponto de vista dietético

Entre os diferentes fatores de risco da artrose, o excesso de peso é um dos que afeta significativamente as articulações. Já para a osteoporose, podem ser citados o baixo peso corporal ou indicie de massa corpórea (IMC), consumo de tabaco e álcool, ingestão insuficiente de cálcio e vitamina D, alimentos e bebidas ricos em fosfatos (como refrigerantes à base de cola), além de um estilo de vida sedentário.

Na anamnese dietética, é importante considerar possíveis transtornos alimentares, como anorexia nervosa ou bulimia. Ademais, é importante fazer um acompanhamento constante do peso do paciente. Quanto ao desenvolvimento de uma massa óssea ótima até os 30 anos de idade, as deficiências nutricionais precoces na infância e adolescência podem resultar em uma construção insuficiente do esqueleto em termos de massa, geometria e microarquitetura. O diagnóstico é complementado por análises laboratoriais e um protocolo nutricional atualizado.

A ingestão de minerais, oligoelementos e vitaminas significativas para a formação e estabilidade do esqueleto pode ser determinada no sangue, além de outros parâmetros ósseos específicos. O exame básico osteológico deve incluir a determinação de cálcio e fosfato, bem como uma eletroforese de proteínas³. De forma complementar, deve-se analisar o calcitriol (vitamina D3) e, dependendo da anamnese nutricional, a vitamina C (cofator essencial para a formação do colágeno tipo 1) e a vitamina K (essencial para a síntese de osteocalcina). No diagnóstico diferencial, é necessário excluir uma redução na absorção intestinal de cálcio e/ou fosfato, aumento da eliminação renal de cálcio (com dietas muito ricas em proteínas, excesso de cafeína ou álcool), ingestão cronicamente insuficiente de proteínas (dieta de idosos) ou uma dieta hipocalórica, assim como síndrome de má absorção (doença de Crohn, doença celíaca e insuficiência pancreática exócrina).

Recomendação para dieta ocidental

O principal objetivo do tratamento dietético na artrose é a normalização do peso corporal. Se houver excesso de peso, a redução deste diminui de forma duradoura as dores articulares da artrose. O emagrecimento deve ser de pelo menos 5% para alcançar um efeito clinicamente relevante. Além disso, o suplemento dietético de substâncias condroprotetoras para as cartilagens é de grande importância. A glucosamina participa na síntese de proteoglicanos e ácido hialurônico, ambos componentes importantes da matriz extracelular da cartilagem, que lhe conferem suas propriedades elásticas. Um metanálise com glucosamina (1.500 mg/dia) demonstrou que esta melhora a função articular e a sintomatologia. Além disso, o sulfato de glucosamina se mostrou particularmente eficaz. Outro componente dos proteoglicanos é o sulfato de condroitina, que possui as mesmas propriedades condroprotetoras.

Outra recomendação dietética para pacientes com artrose é o colágeno hidrolisado. É uma fonte de aminoácidos e, portanto, parte integrante das proteínas cartilaginosas, responsável por aumentar a biossíntese de colágeno tipo II e agrecano nos condrócitos. O ácido hialurônico se acumula nas articulações após sua administração oral e é responsável pela viscoelasticidade da cartilagem articular. Através da inibição das metaloproteinases, há uma síntese reduzida de mediadores pró-inflamatórios.

É comum que pacientes com artrose apresentem baixos níveis de vitamina E. Uma dieta rica nesse nutriente (100-200 mg/dia) oferece proteção antioxidante e anti-inflamatória adicional para a matriz da cartilagem. A vitamina C é essencial para a formação do colágeno e sua estrutura reticular na cartilagem articular. Como foram detectadas deficiências dessa vitamina na artrose, uma alimentação rica em ácido ascórbico (> 200 mg/dia) deve ser seguida. A reserva de vitamina D também é importante, pois essa estimula a síntese de proteoglicanos, influenciando o risco de desenvolver artrose. Ainda é necessário esclarecer até que ponto os oligoelementos antioxidantes, como zinco e selênio, influenciam a sintomatologia e a progressão da doença.

Uma alimentação saudável para os ossos, para prevenir e tratar a osteoporose, também inclui evitar ou utilizar com responsabilidade estimulantes como nicotina, cafeína e álcool. Recomenda-se como tratamento básico 1.200 mg de cálcio e 800 UI de vitamina D, obtidos por meio do consumo abundante de leite e produtos lácteos, vegetais ricos em cálcio e água mineral (> 500 mg/l). A ingestão de cálcio deve ser distribuída em várias refeições ao longo do dia. A ingestão de fitoestrógenos através de alimentos selecionados ou como suplemento é considerada um tratamento dietético coadjuvante. As substâncias vegetais bioativas, como os lignanos e isoflavonoides, apresentam ação estrogênica. Dependendo da dose, os isoflavonoides evitam a diminuição do conteúdo mineral dos ossos da coluna lombar. Para isso, é necessária uma ingestão diária de 60-90 mg. Produtos à base de soja são particularmente ricos em fitoestrógenos, enquanto feijões, ervilhas, lentilhas e ameixa seca contêm quantidades consideráveis.

Conclusão

A abordagem dietética para o tratamento da artrose e da osteoporose tem um papel essencial tanto na prevenção quanto no controle dessas condições. Para a artrose, o foco principal está na normalização do peso corporal, visto que a redução do peso alivia a pressão nas articulações, diminuindo a dor. Além disso, a suplementação com substâncias como glucosamina, colágeno hidrolisado e vitaminas C e E, que promovem a saúde da cartilagem e reduzem a inflamação, é recomendada.

Já no caso da osteoporose, a dieta deve priorizar o consumo adequado de cálcio, vitamina D e fitoestrógenos, além de evitar fatores que prejudicam a saúde óssea, como o consumo excessivo de nicotina, cafeína e álcool.

Assim, a combinação de uma dieta equilibrada e adequada às necessidades específicas, junto a um estilo de vida ativo, pode auxiliar na melhora dos sintomas e na qualidade de vida de pacientes com artrose e osteoporose.