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/ Publicado em 6 de outubro de 2020

Doença Inflamatória Intestinal

Tecnologia vestível para monitoramento em tempo real de marcadores para DII

Dispositivo capaz de detectar marcadores IL-1 beta e CRP no suor podem melhorar a qualidade de vida de pessoas com DII

Uma equipe de pesquisadores bioengenheiros da Universidade do Texas, liderados pelo Dr. Shalini Prasad, desenvolveram um dispositivo vestível capaz de monitorar biomarcadores ligados a surtos da doença inflamatória intestinal (DII) através do suor.

O dispositivo é similar a um relógio de pulso e conta com um sensor que detecta e quantifica interleucina-1β e proteína C reativa (CRP), os dois principais biomarcadores associados à DII, sendo o primeiro estudo a detectar esses biomarcadores no suor.

Prasad, o investigador principal, afirma que essa tecnologia serve para alertar os pacientes, dando-os mais controle e autonomia sobre a doença, contudo não tem como objetivo fornecer um diagnóstico de DII.

O sinal de alerta não significa que o paciente está tendo um surto, mas é um indicativo de que é possível intervir mais cedo, quando os sintomas são mais responsivos ao tratamento.

O sensor também ajudará médicos e pesquisadores, visto que o método atual utilizado para medir a inflamação intestinal é a endoscopia, procedimento muito invasivo, dificultando o monitoramento da doença e o recrutamento de pacientes para ensaios clínicos de novos tratamentos farmacológicos.

Em estudo de prova de conceito 20 voluntários saudáveis utilizaram o dispositivo para medir os níveis dos dois biomarcadores através do suor passivo, ou seja, não dependente de atividades físicas ou ter suas glândulas sudoríparas expressas para gerar amostra. O estudo teve como garantir que os biomarcadores poderiam ser rastreados e estabelecer os níveis de biomarcadores em pessoas sem DII. O fato de o dispositivo coletar o suor passivo é de suma importância, visto que a tecnologia pode monitorar a DII mesmo em pacientes incapazes de se exercitar nos níveis necessários para gerar suor ativo.

Em uma segunda fase da pesquisa o protótipo será testado em voluntários com DII, e posteriormente disponibilizado ao público.

A equipe de Prasad acredita que o sensor também pode ter capacidade de rastrear outras doenças que geram respostas inflamatórias pelo aumento de citocinas, como por exemplo estágios iniciais de uma infecção viral.

 

Imagem: Freepik