O Ministério da Saúde anunciou na terça-feira, dia 3 de março, o início do teleatendimento gratuito pelo SUS voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. O serviço, desenvolvido em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, tem expectativa inicial de realizar 600 atendimentos mensais e poderá ser acessado diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o objetivo é facilitar o acesso ao cuidado, especialmente porque muitas pessoas evitam buscar ajuda presencial por vergonha, estigma ou dificuldade de reconhecer o problema. O investimento é de R$ 2,5 milhões, por meio do Proadi-SUS, e o atendimento é destinado a maiores de 18 anos, além de familiares e rede de apoio.
O acesso começa com um autoteste no aplicativo, baseado em evidências científicas. Quando identificado risco moderado ou elevado, o usuário é direcionado automaticamente ao teleatendimento. Para casos leves, o app orienta a busca pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O serviço também oferece conteúdos educativos e suporte pela Ouvidoria Nacional do SUS, disponível pelo número 136 e outros canais digitais.
As consultas, realizadas por vídeo, têm cerca de 45 minutos e podem incluir até 13 sessões por paciente. A equipe é composta por psicólogos, terapeutas ocupacionais e psiquiatras, com integração à rede local do SUS para encaminhamentos presenciais quando necessários.
A iniciativa integra uma estratégia nacional que inclui ações como a Plataforma de Autoexclusão de sites de apostas e o Observatório Saúde Brasil de Apostas. O Ministério da Saúde destacou que a demanda por apoio tem crescido, em 2025, o SUS registrou mais de 6 mil atendimentos presenciais relacionados ao tema.
O anúncio ocorreu em meio à expansão da atenção psicossocial no país. Entre 2022 e 2025, o investimento em saúde mental aumentou 70%, alcançando R$ 2,9 bilhões. Nesse período, foram habilitadas 653 novas unidades da RAPS e 6,2 mil equipes multiprofissionais nas UBS.