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Publicado el 29 de octubre de 2024

Influenza

Segurança da vacina contra gripe em gestantes e bebês

Avaliação de segurança da vacina quadrivalente recombinante contra gripe

Introdução

A gripe é uma doença respiratória aguda causada pela infecção pelo vírus influenza, afetando entre 3% e 11% da população dos Estados Unidos anualmente. Gestantes, em comparação com adultas não grávidas, estão sob maior risco de morbidade e mortalidade decorrentes da infecção. Nesse contexto, a vacinação é amplamente reconhecida como a forma mais eficaz de prevenir a infecção por influenza e suas complicações em gestantes e seus recém-nascidos.

Evidências demonstraram que as vacinas inativadas contra a influenza são seguras durante a gestação. Além disso, estudos conduzidos tanto antes quanto após o licenciamento dos imunizantes recombinantes também indicaram a sua segurança nesse grupo. No entanto, há menos informações disponíveis sobre a segurança da vacina recombinante mais recentemente licenciada em comparação com as inativadas tradicionais.

Com base nisso, Hsiao e colaboradores (2024) realizaram um estudo randomizado para avaliar a eficácia da vacina quadrivalente recombinante contra a influenza (RIV4) em comparação com a quadrivalente inativada de dose padrão (SD-IIV4) em gestantes e seus bebês.

Métodos

Este estudo randomizado por clusters avaliou um subconjunto de gestantes vacinadas como parte dos cuidados de rotina em um estudo maior conduzido na Kaiser Permanente Northern California (KPNC), que comparou a eficácia da vacina quadrivalente recombinante contra influenza (RIV4) com a quadrivalente inativada de dose padrão (SD-IIV4). O estudo incluiu gestantes com 18 anos ou mais, imunizadas com RIV4 ou SD-IIV4 durante as temporadas de influenza de 2018/2019 e 2019/2020, bem como seus respectivos bebês. Dados relacionados à gravidez, parto e desfechos neonatais/infantis foram identificados por meio de códigos de diagnóstico.

Para analisar os resultados da gravidez após a vacinação com RIV4 versus SD-IIV4, foi utilizada uma regressão logística condicional ajustada para idade, raça, etnia, trimestre da vacinação contra influenza, comorbidades e índice de massa corporal (IMC), estratificada por idade gestacional. Esse modelo permitiu estimar a razão de chances (OR) para os desfechos de gravidez. Além disso, uma regressão logística foi aplicada separadamente para estimar a OR ajustada dos desfechos neonatais e infantis durante o primeiro ano de vida, como mortalidade, entre os bebês de gestantes vacinadas com RIV4 em comparação com aquelas vacinadas com SD-IIV4.

Resultados

A população do estudo foi composta por 48.781 gestantes, das quais 14.981 receberam a vacina quadrivalente recombinante contra influenza (RIV4) e 33.800 receberam a quadrivalente inativada de dose padrão (SD-IIV4). Entre os nascidos vivos, foram registrados 47.394 bebês, com 14.538 no grupo RIV4 e 32.856 no grupo SD-IIV4. Não foi observada diferença estatisticamente significativa nos desfechos relacionados à gravidez, parto ou aos neonatos entre os grupos de gestantes vacinadas com RIV4 em comparação com SD-IIV4.

Conclusão

O estudo não identificou preocupações relacionadas à segurança durante a gravidez, parto ou nos desfechos neonatais e infantis após a administração da vacina RIV4 durante a gestação. Os resultados indicaram que a sua segurança foi comparável à da SD-IIV4. Por fim, esses resultados forneceram evidências adicionais que reforçam a segurança da vacinação contra a influenza em gestantes, apoiando as recomendações de que todas as grávidas devam receber vacinas contra influenza, sejam inativadas ou recombinantes.