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Publicado el 2 de octubre de 2024

Estudo de coorte

Segurança cardiovascular de diferentes doses da vacina da COVID-19

Uma revisão sobre a segurança cardiovascular de diferentes doses de vacinação contra a COVID-19 entre 46 milhões de adultos na Inglaterra

Introdução

A vacinação contra o SARS-CoV-2 desempenhou um papel crucial na mitigação da pandemia, prevenindo aproximadamente 14,4 milhões de mortes por COVID-19 globalmente no primeiro ano. No entanto, as vacinas contra a COVID-19 têm sido associadas a raras, mas significativas, complicações cardiovasculares, incluindo miocardite, trombose venosa intracraniana (ICVT) e trombocitopenia. Dada a importância das campanhas de vacinação em massa, torna-se essencial compreender com maior precisão os riscos e as complicações trombóticas e cardiovasculares relacionadas à administração da segunda dose e das doses subsequentes.

Métodos

Para este estudo, foram analisados registros eletrônicos de saúde longitudinais de uma população de 45,7 milhões de adultos na Inglaterra, com o objetivo de quantificar as associações entre as primeiras, segundas e doses de reforço das vacinas contra a COVID-19, tanto de mRNA quanto não mRNA, e a ocorrência de eventos trombóticos e cardiovasculares subsequentes.

Os dados foram obtidos no NHS England Secure Data Environment (NHSE SDE) e incluem informações abrangentes sobre cuidados primários, internações hospitalares, resultados de testes e vacinas contra a COVID-19, medicamentos dispensados e registros de óbitos fornecidos pelo Office of National Statistics. Para analisar os dados, foi utilizada a regressão de Cox para estimar as taxas de risco ajustadas (aHRs) e os intervalos de confiança de 95% (ICs de 95%) em diferentes intervalos de tempo após a vacinação, com ajustes para uma ampla gama de comorbidades, idade, sexo e histórico prévio de COVID-19.

Resultados

De acordo com os métodos de pesquisa e análise, a incidência de eventos trombóticos arteriais comuns, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico, foi geralmente reduzida após cada dose de vacina, independentemente da marca ou combinação utilizada. De maneira semelhante, a incidência de eventos trombóticos venosos comuns, incluindo embolia pulmonar e trombose venosa profunda nos membros inferiores, também diminuiu após a vacinação. No entanto, observou-se um aumento na incidência de eventos adversos raros, já relatados anteriormente, como a trombocitopenia trombótica induzida pela vacina após a primeira dose da ChAdOx1, e casos de miocardite e pericardite após a primeira, segunda e, de forma transitória, após a dose de reforço das vacinas de mRNA (BNT-162b2 e mRNA-1273).

Conclusão

Este estudo, baseado em uma ampla população da Inglaterra, reforça a segurança cardiovascular das vacinas contra a COVID-19, demonstrando que a redução na incidência de eventos cardiovasculares comuns supera a ocorrência de raras complicações cardiovasculares associadas à vacinação. Essas descobertas sustentam a importância da continuidade e ampla aceitação dos programas de vacinação contra a COVID-19. Além disso, espera-se que essas evidências ajudem a mitigar as preocupações do público, promovendo a confiança, a participação contínua nos programas de vacinação e a adesão às diretrizes de saúde pública.