Artículos

Publicado el 22 de octubre de 2024

Saúde do coração

Satisfação com a vida reduz riscos de ataques cardíacos e derrames

Pessoas satisfeitas com suas vidas podem ter menos probabilidade de desenvolver doenças cardíacas ou derrame

Introdução

A satisfação com a vida, frequentemente associada ao bem-estar, é amplamente reconhecida como um fator importante para a saúde mental. No entanto, a relação entre o bem-estar e a saúde cardiovascular ainda não é completamente compreendida. Uma pesquisa recente, publicada no Journal of the American Heart Association, sugeriu que indivíduos que apresentam níveis mais altos de satisfação com a vida ou de bem-estar podem ter um risco reduzido de desenvolver doenças cardíacas e acidente vascular cerebral, em comparação com aqueles que relatam níveis mais baixos de bem-estar.

Métodos

O estudo utilizou dados de questionários aplicados a mais de 120.000 participantes do UK Biobank, uma coorte do Reino Unido, coletados entre 2006 e 2010. As perguntas abordavam o bem-estar dos participantes em relação à satisfação com aspectos como família, amizades, saúde, finanças e felicidade geral. Paralelamente, foi investigada a relação entre o bem-estar e quatro doenças cardiovasculares principais: doença cardíaca coronária, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral. Além disso, o estudo explorou o impacto do bem-estar em fatores de estilo de vida e em marcadores inflamatórios, utilizando a técnica de randomização mendeliana para avaliar possíveis relações de causalidade entre bem-estar e desfechos cardiovasculares.

Resultados

Os resultados indicaram que, em comparação com adultos que apresentavam baixos níveis de bem-estar, o risco de desenvolver doenças cardiovasculares foi entre 10% e 21% menor em indivíduos com os níveis mais altos de bem-estar. De forma mais específica, o estudo mostrou que pessoas com maiores pontuações de bem-estar apresentavam uma redução de 44% no risco de desenvolver doença arterial coronariana, 45% de redução no risco de acidente vascular cerebral, 51% de menor probabilidade de insuficiência cardíaca e 56% de redução no risco de infarto do miocárdio.

A análise de randomização mendeliana, realizada em duas etapas, sugeriu que indivíduos com maior bem-estar tendiam a adotar estilos de vida mais saudáveis, além de apresentarem menores níveis de marcadores inflamatórios, o que pode contribuir para a diminuição do risco cardiovascular.

Conclusão

Este estudo reforça a influência significativa da saúde emocional e psicológica na saúde física, particularmente na saúde cardiovascular. Ao iluminar mecanismos biológicos complexos, os achados destacaram a importância de promover a saúde psicológica positiva, incluindo a sensação de bem-estar global. Por fim, futuros estudos devem ampliar essas descobertas, investigando de forma mais aprofundada a influência do bem-estar psicológico não apenas na saúde cardiovascular, mas também em outras condições de saúde.