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Publicado el 6 de septiembre de 2026

Rinite alérgica e rinossinusite crônica estão associadas a maior risco de zumbido?

Análise de mais de 500 mil indivíduos taiwaneses mostrou associação significativa entre rinite alérgica, rinossinusite crônica e maior risco de tinnitus, destacando o potencial impacto das doenças sinonasais na saúde auditiva.

Autor/a: Yang, TH. et al.

Fuente: Sci Rep 16, 8169 (2026). Associations of chronic rhinosinusitis and allergic rhinitis with tinnitus

O zumbido (tinnitus), condição caracterizada pela percepção de sons na ausência de uma fonte externa real, afeta cerca de 10% a 15% da população e está associada a impactos importantes na saúde mental e na qualidade de vida. Entre suas possíveis causas estão perda auditiva, exposição a medicamentos ototóxicos, disfunção da tuba auditiva, doenças neurológicas e vasculares, distúrbios da articulação temporomandibular e condições sistêmicas como hipertensão arterial e doenças da tireoide.

A rinite alérgica (RA) e a rinossinusite crônica (RSC), doenças inflamatórias prevalentes das vias aéreas superiores, também podem estar associadas a manifestações otológicas, incluindo sensação de plenitude auricular, perda auditiva, otalgia e zumbido. Embora estudos anteriores tenham sugerido uma relação entre alterações nasais e sintomas auditivos, ainda faltavam evidências populacionais robustas que esclarecessem a associação entre RA, RSC e tinnitus.

Nesse contexto, Yang e colaboradores (2026) realizaram um estudo caso-controle de base populacional utilizando dados do Longitudinal Health Insurance Database 2010 (LHID2010), de Taiwan, para investigar a magnitude dessa associação e fornecer evidências abrangentes do mundo real que possam contribuir para o manejo clínico desses pacientes.

Foram incluídos 138.361 adultos com diagnóstico recente de zumbido entre 2011 e 2021 e 384.895 controles pareados por pontuação de propensão. Os diagnósticos de RA e RSC foram identificados por registros ambulatoriais prévios ao diagnóstico de tinnitus. A associação entre essas condições e o risco de zumbido foi avaliada por meio de modelos de regressão logística múltipla, ajustados para potenciais fatores de confusão, incluindo hiperlipidemia, diabetes, perda auditiva, obesidade, anemia, abuso de álcool, tabagismo, transtornos de ansiedade, depressão, asma e otite média.

A prevalência de RA, RSC e da combinação de ambas as condições foi significativamente maior entre os indivíduos com tinnitus. Após os ajustes, a presença prévia de RA esteve associada a um aumento de 81% na chance de zumbido, enquanto a RSC esteve associada a um aumento de 63%. O risco também foi maior em pacientes com RSC associada a pólipos nasais e naqueles com ambas as condições concomitantes.

Em resumo, o estudo de Yang e colaboradores (2026) sugeriu que a rinite alérgica e a rinossinusite crônica podem desempenhar um papel relevante na ocorrência do zumbido. Os achados reforçaram a importância do reconhecimento precoce e do manejo adequado dessas doenças inflamatórias sinonasais, que podem contribuir para a redução do risco de tinnitus e para a melhora da qualidade de vida dos pacientes, embora estudos prospectivos ainda sejam necessários para confirmar uma relação causal.