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Publicado el 30 de abril de 2025

Recomendação de primeira linha

Qual melhor método de tratamento para o carcinoma espinocelular cutâneo?

Nova evidência fortaleceu o papel da cirurgia de Mohs em comparação com a excisão local ampla

Autor/a: Wang DM, Vestita M, Murad FG, et al.

Fuente: JAMA Dermatol, 2025. doi:10.1001/jamadermatol.2024.6214 Mohs Surgery vs Wide Local Excision in Primary High-Stage Cutaneous Squamous Cell Carcinoma.

O Carcinoma Espinocelular Cutâneo (CEC) é um tipo de câncer que apresenta um comportamento clínico tipicamente benigno, embora há casos em que ele pode se tornar invasivo e metastático. Em pacientes que fazem excisão cirúrgica, o prognóstico é uma sobrevida acima de 90% dos casos, mas em casos disseminados, esse valor descreve radicalmente.

Sabe-se que o CEC tem origem nos queratinócitos. Os seus principais fatores de risco são: aumento da idade, exposição a radiação ultravioleta, infecção por β-papilomavírus humano (HPV), sexo masculino, tabagismo, fatores genéticos e imunossupressão.

Nos casos de CEC de alto estágio, as terapias de primeira escolha são a cirurgia de Mohs ou excisão local ampla (ELA). Entretanto, há poucos estudos que comparem diretamente as duas abordagens. Por isso, Wang e colaboradores (2025) realizaram um estudo de coorte retrospectivo para avaliar os resultados em pacientes tratados com uma das duas cirurgias.

Para isso, eles incluíram pacientes com CEC primário de alto estágio e tivessem sido tratados com cirurgia de Mohs ou ELA entre 1º de janeiro de 2000 e 31 de dezembro de 2019. Os resultados observados incluíram recorrência local, metástase nodal, metástase à distância, qualquer recorrência (ou seja, um resultado composto de recorrência ou metástase) e morte específica da doença. Os escores de propensão foram estimados por regressão logística usando as características basais do paciente e do tumor.

No total, o estudo incluiu 216 pacientes com CEC de alto estágio que tinham uma idade média de 73,5 anos, com 69,9% homens. O tempo mediano de acompanhamento foi de 33,1 meses. As características basais foram bem equilibradas entre os grupos de tratamento ELA e cirurgia de Mohs.

No modelo de riscos, a incidência cumulativa de 3 anos de todos os resultados adversos foi maior entre os pacientes do grupo ELA em comparação com aqueles do grupo cirurgia de Mohs, incluindo recorrência local, metástase nodal, metástase à distância, qualquer recorrência e morte específica da doença.

Em conclusão, o estudo demonstrou que a cirurgia de Mohs foi associada a melhores resultados no tratamento do CEC primário de alto estágio em comparação com a ELA. Essas descobertas sugeriram ainda que a cirurgia de Mohs ou métodos alternativos de avaliação da margem periférica e devem ser oferecidos como tratamento de primeira linha.