De acordo com o Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF), 541 milhões de adultos em todo o mundo viviam com pré-diabetes em 2021 — um número semelhante ao número de pessoas que vivem com diabetes.
O pré-diabetes é definido por um nível de glicose de jejum de 100-125 mg/dL, um nível de glicose de 140-199 mg/dL medido 2 horas após um teste oral de tolerância à glicose de 75 g, ou um HbA1c de 5,7% a 6,4% ou 6,0% a 6,4%. Embora pessoas com as pontuações mais altas apresentem maior risco de progredir para diabetes tipo 2, o pré-diabetes é mais do que apenas uma leitura em uma escala glicêmica. Essa condição é um problema de saúde grave, intimamente ligada à síndrome metabólica e associada a doenças cardiovasculares e mortalidade.
Os principais fatores de risco para desenvolvimento do pré-diabetes incluem sobrepeso e obesidade, idade mais avançada (45 anos ou mais), predisposição genética, dieta não saudável, inatividade física, privação socioeconômica e enfermidades atuais ou anteriores (por exemplo, doença gordurosa do fígado associada à disfunção metabólica ou diabetes gestacional). Raça e etnia também são fatores contribuintes, com adultos asiáticos, negros e hispânicos apresentando maior risco da condição do que os brancos.
O pré-diabetes pode ser tratado ou revertido por meio de modificação intensiva do estilo de vida, envolvendo restrição calórica e aumento da atividade física, ou, menos eficazmente, por metformina em alguns grupos. Além disso, pesquisas mostraram que os agonistas do receptor GLP-1 poderiam, no futuro, ser uma opção terapêutica para pessoas em que a mudança no estilo de vida não obteve sucesso.
De 5 a 10% das pessoas com pré-diabetes evoluem para diabetes tipo 2. No entanto, a condição tem sido considerada apenas um fator de risco, em vez de uma oportunidade fundamental para a prevenção. O número crescente de pessoas com pré-diabetes em todo o mundo, que alimenta diretamente a epidemia de diabetes tipo 2, é uma crise de saúde pública iminente que deve ser enfrentada por meio da detecção e tratamento. Dadas as diferentes definições e critérios de diagnóstico para o pré-diabetes, um único teste de sangue universalmente aceito, sensível e econômico é urgentemente necessário.