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/ Publicado el 16 de diciembre de 2024

Atualização da prática clínica

Padrões de atendimento em diabetes

Destaques das novas recomendações da American Diabetes Association

Autor/a: American Diabetes Association Professional Practice Committee

Fuente: Diabetes Care 1 January 2025; 48 (Supplement_1): S6–S13. https://doi.org/10.2337/dc25-SREV Summary of Revisions: Standards of Care in Diabetes—2025

A American Diabetes Association (ADA) lançou recentemente o Standards of Care in Diabetes 2025, trazendo importantes atualizações, como o uso de monitores contínuos de glicose (CGM) no diabetes tipo 2, a aplicação de medicamentos baseados em GLP-1 para saúde renal e cardiovascular, entre outros.

Anualmente, a ADA publica recomendações baseadas nas mais recentes pesquisas científicas e ensaios clínicos. Essas diretrizes fornecem estratégias abrangentes para profissionais de saúde, indo além do controle glicêmico e incluindo triagem e prevenção. Confira alguns destaques:

Monitores contínuos de glicose (CGM)

Pela primeira vez, o uso de CGM é recomendado para pessoas com diabetes tipo 2, incluindo aquelas que não utilizam insulina. Pesquisas mostram que o aparelho pode reduzir o risco de complicações graves, como cetoacidose diabética (CAD), episódios de hipoglicemia grave, coma relacionado ao diabetes e hospitalizações por hipo ou hiperglicemia.

Para adultos maiores que utilizam CGM, a ADA estabeleceu:

·       50% do tempo (12 horas diárias) no intervalo alvo de 70–180 mg/dL.

·       O tempo em hipoglicemia (valores < 70 mg/dL) não deve exceder 1% do dia (15 minutos).

Agonistas do receptor de GLP-1

As novas diretrizes enfatizam os benefícios de medicamentos incretínicos, como tirzepatida (Mounjaro) e semaglutida (Ozempic), para a saúde do coração e dos rins em pacientes com diabetes tipo 2. Contudo, não há recomendação para o uso desses medicamentos no diabetes tipo 1.

O uso de um agonista dual dos receptores do polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP) e do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1) com potenciais benefícios na esteato-hepatite metabólica associada, como terapia adjunta às intervenções de estilo de vida para perda de peso em adultos com diabetes tipo 2, doença hepática gordurosa associada ao metabolismo e sobrepeso ou obesidade.

Para pacientes com risco de fibrose hepática, a pioglitazona ou agonistas de GLP-1/GIP são preferíveis. A combinação de ambos os fármacos pode ser considerada.

Uso recreativo de cannabis

As diretrizes alertaram contra o uso de cannabis por pessoas com diabetes tipo 1, devido ao maior risco de CAD. Esse está associado à síndrome da hiperêmese por cannabis, que causa náuseas intensas, dor abdominal e vômitos.

Triagem para diabetes tipo 1

Recomendou-se a triagem baseada em anticorpos para indivíduos com histórico familiar ou risco genético conhecido de diabetes tipo 1.

Sistemas automatizados de administração de insulina de código aberto

As diretrizes incluíram suporte aos sistemas de circuito fechado de código aberto. A ADA orientou os profissionais de saúde a auxiliar os pacientes na otimização dos ajustes desses sistemas para garantir segurança e eficácia.

Adoçantes artificiais

As novas recomendações priorizaram o consumo de água em vez de adoçantes não nutritivos, exceto em casos de uso temporário para redução da ingestão calórica. A curto prazo, os adoçantes não nutritivos podem ser usados como substitutos de produtos adoçados com açúcar, com o objetivo de reduzir a ingestão total de calorias e carboidratos.

Treinamento resistido

Para indivíduos que buscam perda de peso, o treinamento resistido (como levantamento de peso) duas a três vezes por semana é recomendado. Esse tipo de exercício evita a perda de massa muscular, melhora a sensibilidade à insulina e mantém um metabolismo saudável.

Controle de peso

As diretrizes defenderam a continuidade do uso de farmacoterapia mesmo após alcançar os objetivos de perda de peso, com ênfase nos benefícios dos agonistas do receptor GLP-1 para a saúde cardíaca e renal.

Saúde Mental

Recomendou-se a triagem rotineira para ansiedade relacionada à hipoglicemia e estresse associado ao manejo do diabetes, tanto para pacientes quanto para seus familiares e cuidadores. São sugeridas intervenções como tecnologia (ex.: CGM) e aconselhamento psicológico para ajudar a lidar com essas condições.

Essas atualizações refletem o compromisso da ADA em oferecer um cuidado mais holístico e baseado em evidências para as pessoas com diabetes.

Crianças e adolescentes

Bombas de insulina devem ser oferecidas a todas as crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 que possam usá-las com segurança.

Diabetes em pacientes hospitalizados e críticos

Objetivos glicêmicos para hospitalizados:

·       140–180 mg/dL para pacientes críticos.

·       100–180 mg/dL para pacientes não críticos.

Recomenda-se o uso de infusão intravenosa de insulina para alcançar os objetivos glicêmicos e evitar hipoglicemia em pacientes críticos.

As bombas de insulina ou sistemas automatizados podem ser mantidos durante a hospitalização, se clinicamente adequados.

Acesse todas as informações sobre as diretrizes de cuidado em diabetes de 2025 [aqui].