Em um comunicado à imprensa, as empresas Eisai e Biogen, anunciaram que os resultados preliminares do lecanemab sugeriram que o fármaco é capaz de reduzir o declínio cognitivo em 27% em pessoas com doença de Alzheimer.
Essa é a primeira molécula em vinte anos que parece ter algum efeito, mesmo que leve, contra a progressão da doença. No entanto, ainda faltam dados e o processo de aprovação do medicamento, que levará cerca de dois anos.
O Alzheimer é muitas vezes referido como uma doença familiar, porque não afeta apenas os pacientes —1,2 milhão na Espanha—, mas também parentes e cuidadores dos quais dependem totalmente —juntos são mais de cinco milhões.
Até o momento, a busca por uma cura tem sido difícil. Os medicamentos atualmente aprovados apenas atenuam alguns sintomas, mas não impedem o avanço da doença que afeta 50 milhões de pessoas no mundo e que aumentará de incidência nas próximas décadas.
No total, 1.795 pacientes de quatorze países participaram do ensaio clínico do medicamento. Todos tinham sintomas leves da doença e seus cérebros contavam com um acúmulo de proteínas betas-amiloides. Após os 18 meses de estudo, o declínio cognitivo daqueles que tomaram o medicamento foi 0,45 pontos menor, em uma escala de zero a 18, em comparação com aqueles que tomaram placebo.
O ponto importante é verificar se essa melhora estatística proporciona um benefício clínico. Esses 27% significam que o paciente ganharia dias, meses, anos para a demência? As farmacêuticas falaram que irão divulgar mais detalhes do estudo até final de novembro e publicarão todos os resultados em uma pesquisa. Mas espera-se a solicitação da aprovação deste medicamento até março de 2023.
No estudo, a droga causou certos efeitos colaterais como hemorragia cerebral em 17% dos pacientes. Além disso, o medicamento é administrado por via intravenosa a cada 15 dias. Dar o medicamento a todos os pacientes o medicamento seria um desafio ao sistema de saúde.
Publicado el 17 de octubre de 2022
Tecnologia e saúde
Novo medicamento anunciado para doença de Alzheimer levanta dúvidas sobre real eficácia
O remédio promete reduzir 27% da deterioração cognitiva, no entanto, não há dados suficientes.
Fuente: Alzheimer: novo medicamento anunciado levanta dúvidas sobre real eficácia
Em um comunicado à imprensa, as empresas Eisai e Biogen, anunciaram que os resultados preliminares do lecanemab sugeriram que o fármaco é capaz de reduzir o declínio cognitivo em 27% em pessoas com doença de Alzheimer.
Essa é a primeira molécula em vinte anos que parece ter algum efeito, mesmo que leve, contra a progressão da doença. No entanto, ainda faltam dados e o processo de aprovação do medicamento, que levará cerca de dois anos.
O Alzheimer é muitas vezes referido como uma doença familiar, porque não afeta apenas os pacientes —1,2 milhão na Espanha—, mas também parentes e cuidadores dos quais dependem totalmente —juntos são mais de cinco milhões.
Até o momento, a busca por uma cura tem sido difícil. Os medicamentos atualmente aprovados apenas atenuam alguns sintomas, mas não impedem o avanço da doença que afeta 50 milhões de pessoas no mundo e que aumentará de incidência nas próximas décadas.
No total, 1.795 pacientes de quatorze países participaram do ensaio clínico do medicamento. Todos tinham sintomas leves da doença e seus cérebros contavam com um acúmulo de proteínas betas-amiloides. Após os 18 meses de estudo, o declínio cognitivo daqueles que tomaram o medicamento foi 0,45 pontos menor, em uma escala de zero a 18, em comparação com aqueles que tomaram placebo.
O ponto importante é verificar se essa melhora estatística proporciona um benefício clínico. Esses 27% significam que o paciente ganharia dias, meses, anos para a demência? As farmacêuticas falaram que irão divulgar mais detalhes do estudo até final de novembro e publicarão todos os resultados em uma pesquisa. Mas espera-se a solicitação da aprovação deste medicamento até março de 2023.
No estudo, a droga causou certos efeitos colaterais como hemorragia cerebral em 17% dos pacientes. Além disso, o medicamento é administrado por via intravenosa a cada 15 dias. Dar o medicamento a todos os pacientes o medicamento seria um desafio ao sistema de saúde.