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Publicado el 27 de octubre de 2025

Saúde

Novas diretrizes da AHA alteram abordagem para casos de engasgo em diferentes faixas etárias

As mudanças afetam diretamente a forma como se deve agir diante de engasgos em bebês, crianças e adultos conscientes.

Autor/a: Flávia Albuquerque

Fuente: Agência Brasil Associação muda técnicas de desengasgo em bebês, crianças e adultos

A American Heart Association (AHA), referência global em protocolos de primeiros socorros, atualizou em outubro suas recomendações oficiais para atendimentos de emergência, incluindo reanimação cardiopulmonar (RCP) e situações de obstrução das vias aéreas. 

Anteriormente, a orientação era iniciar diretamente com compressões abdominais — a conhecida manobra de Heimlich. Com a nova diretriz, esse procedimento passa a ser precedido por golpes nas costas, independentemente da idade da vítima.

Bebês

Para lactentes com menos de um ano, a conduta recomendada agora consiste em alternar cinco tapas nas costas com cinco compressões torácicas, utilizando a base da palma da mão, até que o objeto seja expelido ou até que o bebê perca a consciência. Antes de iniciar, é essencial confirmar sinais de engasgo, como ausência de choro, tosse ou respiração, mudança de coloração ou flacidez.

O bebê deve ser posicionado de bruços sobre o antebraço, com a cabeça mais baixa que o tronco. Aplicam-se cinco tapas firmes entre as escápulas, depois vira-se o bebê de barriga para cima e realizam-se cinco compressões no centro do tórax.

A AHA alertou: “Alterne os movimentos até que o corpo estranho seja eliminado ou até que o bebê perca a consciência. Não introduza os dedos na boca se o objeto não estiver visível.” Em caso de desmaio, inicia-se a RCP com 30 compressões torácicas usando os dois polegares, seguidas de duas ventilações.

Crianças maiores e adultos

Para indivíduos acima de um ano, o procedimento começa com a verificação de obstrução total das vias aéreas — ausência de tosse, som ou respiração. Confirmado o engasgo, deve-se posicionar-se atrás da vítima, incliná-la levemente para frente e aplicar cinco tapas vigorosas nas costas com o calcanhar da mão.

Se o objeto não for expelido, realizam-se cinco compressões abdominais (manobra de Heimlich): fecha-se um punho e posiciona-se entre o umbigo e o osso esterno, segurando-o com a outra mão e pressionando com força para dentro e para cima. Os dois movimentos devem ser alternados até que o objeto seja eliminado ou até que a pessoa perca a consciência.

Caso isso ocorra, a vítima deve ser deitada e iniciam-se compressões torácicas no ritmo da RCP tradicional (100 a 120 por minuto).

Capacitação em RCP

A AHA reforça a importância da capacitação em primeiros socorros: “Sabemos que a RCP de alta qualidade salva vidas. É fundamental que todos aprendam as técnicas adequadas para agir em emergências. Cada pessoa tem um papel na cadeia de sobrevivência”, afirma Ashish Panchal, presidente voluntário do Comitê Científico de Cuidados Cardiovasculares de Emergência da AHA e professor de medicina de emergência na Universidade Estadual de Ohio.

As novas recomendações serão publicadas simultaneamente nos periódicos Circulation (da AHA) e Pediatrics (da American Academy of Pediatrics).