Medical News

/ Published on April 27, 2021

Novidades e confirmações

NIH atualiza as pautas de tratamento do COVID-19

Recomendações baseadas na evidência.

 

O National Institutes of Health atualizou suas diretrizes sobre o tratamento de pessoas com COVID-19. Entre as mudanças:

  • Não há evidências suficientes para recomendar a favor ou contra o uso de colchicina em pacientes ambulatoriais. Para pacientes hospitalizados, a colchicina não é recomendada.
  • Não há evidências suficientes para recomendar a favor ou contra o uso de fluvoxamina.
  • As diretrizes incluem informações sobre variantes de interesse e sua suscetibilidade in vitro a vários anticorpos monoclonais.
  • O documento também inclui uma nova seção sobre detecção, classificação e tratamento de pacientes com COVID-19 leve a moderado.

Novidades das pautas – Última atualização: 21 de abril de 2021

As Diretrizes de Tratamento da Doença do Coronavírus 2019 (COVID-19) são publicadas em um formato eletrônico para que possa ser atualizado com o ritmo rápido e o volume crescente de informações sobre o tratamento com COVID-19 seja incorporado de maneira eficaz.

O COVID-19 Treatment Guidelines Panel está empenhado em atualizar este documento para garantir que os profissionais de saúde, pacientes e especialistas em políticas tenham as informações mais recentes sobre o gerenciamento ideal do COVID-19. Os membros do painel desenvolveram novas seções de diretrizes e recomendações e atualizações das seções de diretrizes já existentes.

As principais revisões das diretrizes realizadas no último mês são as seguintes:

Novas seções das diretrizes

> Gerenciamento ambulatorial de COVID-19 agudo

Nesta seção, o painel proporciona recomendações a detecção, a triagem e ao tratamento terapêutico dos pacientes com COVID-19 leve a moderado que não requerem hospitalização. Esta seção também proporciona recomendações para o tratamento de pacientes com COVID-19 após a alto do departamento de emergência ou do hospital.

O tratamento ambulatorial de COVID-19 agudo deve incluir o fornecimento de cuidados de suporte, tomar medidas para reduzir o risco de transmissão da SARS-CoV-2 (incluindo o isolamento do paciente) e aconselhar os pacientes sobre quando entrar em contato com um profissional de saúde e encontrar um médico pessoalmente (AIII).

Os pacientes com sintomas de COVID-19 devem ser classificados, quando possível, mediante a visitas de telessaúde antes de receber atendimento presencial. Pacientes com dispneia devem ser encaminhados a uma avaliação presencial por um profissional de saúde e devem ser acompanhados de perto durante os primeiros dias após o início da dispneia para avaliar a piora do estado respiratório (AIII).

Os planos de tratamento devem ser baseados nos sinais vitais do paciente, achados do exame físico, fatores de risco para progressão para doença grave e disponibilidade de recursos de saúde (AIII).

> Terapia específica para pacientes ambulatoriais com COVID-19 leve a moderado

O COVID-19 Treatment Guidelines Panel recomenda o uso de uma das seguintes combinações de anticorpos monoclonais anti-SARS-CoV-2 para tratar pacientes ambulatoriais com COVID-19 leve a moderado que estão em alto risco de progressão clínica, como definido pelos Critérios de Autorização de Uso de Emergência (os tratamentos são listados em ordem alfabética):

  • Bamlanivimabe 700mg mais etesevimabe 1.400mg (AIIa); ou
  • Casirivimabe 1.200mg mais imdevimabe 1.200mg (AIIa).

O COVID-19 Treatment Guidelines Panel recomenda o uso de uma das seguintes combinações de anticorpos monoclonais anti-SARS-CoV-2 para tratar pacientes ambulatoriais com COVID-19 leve a moderado que estão em alto risco de progressão clínica, como definido pelos Critérios de Autorização de Uso de Emergência (os tratamentos são listados em ordem alfabética):

Bamlanivimabe 700mg mais etesevimabe 1.400mg (AIIa); ou

Casirivimabe 1.200mg mais imdevimabe 1.200mg (AIIa).

O painel não recomendo o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina com ou sem azitromicina (AI). Não há dados suficientes para que o painel recomende a favor ou contra o uso desses agentes para o tratamento de pacientes ambulatoriais com COVID-19.

O painel não recomenda o uso de dexametasona ou outros glicocorticoides sistêmicos em pacientes ambulatoriais na ausência de outra indicação (AIII). Atualmente, não há dados de segurança e eficácia suficientes sobre o uso desses agentes em paciente ambulatoriais com COVID-19, e os glicocorticoides sistêmicos podem causar danos a esses pacientes.

O painel não recomenda o uso de terapia antibacteriana (por exemplo, azitromicina, doxiciclina) em ausência de outra indicação (AIII).

Os profissionais de saúde devem fornecer informações sobre os ensaios clínicos em andamentos para pacientes ambulatoriais elegíveis com COVID-19 com objetivo que eles possam tomar decisões sobre a participação em ensaios clínicos (AIII).

Classificação das recomendações:

A – Forte; B – Moderada; C – Opcional

Classificação da evidência:

I – Um ou mais ensaios randomizados sem limitações importantes; IIa – Outros estudos randomizados ou análises de subgrupos de estudos randomizados; IIb – ensaios não randomizados ou estudos de coorte observacionais; III – Opinião de um expert

> Colchicina

Com base em um estudo grande, randomizado e controlado com placebo em pacientes ambulatoriais com COVID-19, o painel determinou que não há dados suficientes para recomendar o uso de colchicina a favor ou contra em pacientes não hospitalizados com COVID-19. O painel não recomenda o uso de colchinha em pacientes hospitalizados, exceto em um ensaio clínico (AIII).

> Fluvoxamina

Com base nos resultados de um pequeno ensaio controlado randomizado e um estudo observacional, o painel determinou que não há dados suficientes para recomendar a favor ou contra o uso de fluvoxamina para o tratamento de COVID-19.

Principais atualizações das diretrizes

> Tratamento terapêutico de adultos com COVID-19

Esta seção foi atualizada para incorporar recomendações sobre quando usar a combinação de anticorpos monoclonais anti-SARS-CoV-2 e tocilizumabe (em combinação com dexametasona) em certos pacientes com COVID-19. Esta seção também inclui uma discussão detalhada da razão por trás dessas recomendações.

> Descrição geral do COVID-19

Uma nova subseção foi adicionada para discutir informações emergentes sobre variantes preocupantes do SARS-CoV-2.

> Espectro clínico de infecção por SARS-CoV-2

Uma nova subseção informa sobre a reinfecção por SARS-CoV-2 em pessoas que tiveram COVID-19. Também atualizou a discussão sobre os pacientes que apresentam sintomas persistentes ou disfunção orgânica após COVID-19 agudo.

> Anticorpos monoclonais anti-SARS-CoV-2

Essa seção foi atualizada para incorporar informações e recomendações sobre a autorização de uso emergencial de anticorpos monoclonais anti-SARS-CoV-2 para o tratamento de COVID-19 publicada no dia 8 de abril de 2021. Essa seção também atualizou informações sobre as diferentes variantes do SARS-CoV-2 e o potencial impacto das mutações na suscetibilidade in vitro a diferentes anticorpos monoclonais anti-SARS-CoV-2.

> Plasma convalescente

O plasma convalescente contendo altos títulos de anticorpos para prevenir o COVID-19 está disponível através da autorização de uso emergencial da administração de alimentos e medicamentos para o tratamento de certos pacientes hospitalizados com COVID-19. Essa seção foi atualizada para ioncluir novas recomendações cm respeito ao uso de plasma convalescente em pacientes hospitalizados com COVID-19 (incluindo aqueles que tem imunidade humoral deteriorada) e em pacientes não hospitalizados com COVID-19. Uma nova tabela de dados clínicos resume os resultados dos ensaios clínicos randomizados e ensaios de coortes retrospectivos do uso do plasma convalescente em pacientes com COVID-19.

> Inibidores da interleucina-6 (com especial atenção ao tocilizumabe)

Esta seção foi atualizada para incorporar e expandir as declarações sobre o uso de tocilizumabe para o tratamento de COVID-19 que foram publicadas no dia 3 de fevereiro e 5 de março de 2021. Esta seção inclui considerações para o uso de tocilizumabe em combinação com dexametasona em alguns pacientes hospitalizados com descompensação respiratória rápida devido ao COVID-19. Uma nova tabela de dados clínicos resume os resultados dos principais estudos sobre o uso de tocilizumabe e sarilumabe em pacientes com COVID-19 que tiveram o maior impacto nas recomendações do painel.

> Considerações especiais a crianças

Essa seção incluiu discussões ampliadas sobre as recomendações de tratamento para crianças com COVID-19 agudo. As adições da seção incluem informações sobre a epidemiologia e fatores de risco em crianças, a transmissão vertical pela infecção do SARS-CoV-2 e a síndrome inflamatória multissitêmica em crianças (MIS-C).


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