O derrame pleural é uma complicação séria da pneumonia em crianças e, embora raro, é responsável por quase metade das internações hospitalares pediátricas no Brasil. O derrame pleural parapneumônico (DPP) evolui em três estágios, e o tratamento adequado depende da fase da condição. Estudos demonstraram que a correta classificação do estágio e a individualização do tratamento resultaram em uma redução do tempo de internação hospitalar. A cirurgia toracoscópica videoassistida (VATS) também foi amplamente preferida para o tratamento, pois permite uma visualização precisa do derrame e facilita o posicionamento adequado do dreno torácico.
A pneumonia necrosante e o empiema podem ser difíceis de diagnosticar nas fases iniciais, o que ressalta a importância de protocolos claros para o manejo do empiema em pacientes pediátricos. Nesse contexto, Flausino e colaboradores (2024) conduziram um estudo para identificar as práticas de manejo do empiema pleural em crianças, por meio de um questionário online aplicado a cirurgiões pediátricos em todo o Brasil.
Neste estudo, os autores aplicaram um questionário transversal online composto por 27 questões a cirurgiões pediátricos no Brasil, utilizando a plataforma da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica, entre fevereiro e março de 2023. O questionário abordou temas como tipos de tratamento, exames diagnósticos, infraestrutura hospitalar e dados epidemiológicos.
Um total de 131 voluntários participou do estudo, respondendo ao questionário. A média de idade dos respondentes foi de 44 ± 11 anos, sendo que mais da metade (51%) atuava em cirurgia pediátrica há mais de 10 anos. A maioria (33,6%) relatou utilizar a drenagem torácica com fibrinólise para o manejo de derrame pleural parapneumônico fibrinopurulento. Observou-se uma preferência pela VATS em comparação à drenagem torácica com fibrinólise apenas na região Nordeste.
A análise dos resultados realizada por Flausino e colaboradores (2024) revelou que a drenagem torácica com fibrinólise foi o tratamento mais adotado entre os profissionais entrevistados nesta amostra brasileira. Além disso, os entrevistados indicaram uma tendência a ajustar o tratamento em casos de falha terapêutica ou em crianças com condições clínicas graves.
Published on December 12, 2024
Novo estudo
Manejo do empiema pleural pediátrico
Um estudo nacional com cirurgiões pediátricos no Brasil
Author: Flausino, F. et al. (2024)
Fuente: SciElo Management of pediatric pleural empyema: a national survey of pediatric surgeons in Brazil
O derrame pleural é uma complicação séria da pneumonia em crianças e, embora raro, é responsável por quase metade das internações hospitalares pediátricas no Brasil. O derrame pleural parapneumônico (DPP) evolui em três estágios, e o tratamento adequado depende da fase da condição. Estudos demonstraram que a correta classificação do estágio e a individualização do tratamento resultaram em uma redução do tempo de internação hospitalar. A cirurgia toracoscópica videoassistida (VATS) também foi amplamente preferida para o tratamento, pois permite uma visualização precisa do derrame e facilita o posicionamento adequado do dreno torácico.
A pneumonia necrosante e o empiema podem ser difíceis de diagnosticar nas fases iniciais, o que ressalta a importância de protocolos claros para o manejo do empiema em pacientes pediátricos. Nesse contexto, Flausino e colaboradores (2024) conduziram um estudo para identificar as práticas de manejo do empiema pleural em crianças, por meio de um questionário online aplicado a cirurgiões pediátricos em todo o Brasil.
Neste estudo, os autores aplicaram um questionário transversal online composto por 27 questões a cirurgiões pediátricos no Brasil, utilizando a plataforma da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica, entre fevereiro e março de 2023. O questionário abordou temas como tipos de tratamento, exames diagnósticos, infraestrutura hospitalar e dados epidemiológicos.
Um total de 131 voluntários participou do estudo, respondendo ao questionário. A média de idade dos respondentes foi de 44 ± 11 anos, sendo que mais da metade (51%) atuava em cirurgia pediátrica há mais de 10 anos. A maioria (33,6%) relatou utilizar a drenagem torácica com fibrinólise para o manejo de derrame pleural parapneumônico fibrinopurulento. Observou-se uma preferência pela VATS em comparação à drenagem torácica com fibrinólise apenas na região Nordeste.
A análise dos resultados realizada por Flausino e colaboradores (2024) revelou que a drenagem torácica com fibrinólise foi o tratamento mais adotado entre os profissionais entrevistados nesta amostra brasileira. Além disso, os entrevistados indicaram uma tendência a ajustar o tratamento em casos de falha terapêutica ou em crianças com condições clínicas graves.