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/ Publicado el 12 de diciembre de 2024

Novo estudo

Manejo do empiema pleural pediátrico

Um estudo nacional com cirurgiões pediátricos no Brasil

Introdução

O derrame pleural é uma complicação séria da pneumonia em crianças e, embora raro, é responsável por quase metade das internações hospitalares pediátricas no Brasil. O derrame pleural parapneumônico (DPP) evolui em três estágios, e o tratamento adequado depende da fase da condição. Estudos demonstraram que a correta classificação do estágio e a individualização do tratamento resultaram em uma redução do tempo de internação hospitalar. A cirurgia toracoscópica videoassistida (VATS) também foi amplamente preferida para o tratamento, pois permite uma visualização precisa do derrame e facilita o posicionamento adequado do dreno torácico.

A pneumonia necrosante e o empiema podem ser difíceis de diagnosticar nas fases iniciais, o que ressalta a importância de protocolos claros para o manejo do empiema em pacientes pediátricos. Nesse contexto, Flausino e colaboradores (2024) conduziram um estudo para identificar as práticas de manejo do empiema pleural em crianças, por meio de um questionário online aplicado a cirurgiões pediátricos em todo o Brasil.

Métodos

Neste estudo, os autores aplicaram um questionário transversal online composto por 27 questões a cirurgiões pediátricos no Brasil, utilizando a plataforma da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica, entre fevereiro e março de 2023. O questionário abordou temas como tipos de tratamento, exames diagnósticos, infraestrutura hospitalar e dados epidemiológicos.

Resultados

Um total de 131 voluntários participou do estudo, respondendo ao questionário. A média de idade dos respondentes foi de 44 ± 11 anos, sendo que mais da metade (51%) atuava em cirurgia pediátrica há mais de 10 anos. A maioria (33,6%) relatou utilizar a drenagem torácica com fibrinólise para o manejo de derrame pleural parapneumônico fibrinopurulento. Observou-se uma preferência pela VATS em comparação à drenagem torácica com fibrinólise apenas na região Nordeste.

Conclusão

A análise dos resultados realizada por Flausino e colaboradores (2024) revelou que a drenagem torácica com fibrinólise foi o tratamento mais adotado entre os profissionais entrevistados nesta amostra brasileira. Além disso, os entrevistados indicaram uma tendência a ajustar o tratamento em casos de falha terapêutica ou em crianças com condições clínicas graves.