A U.S. Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Zanvastro (zilganersen) para o tratamento da doença de Alexander em pacientes pediátricos e adultos. A terapia é a primeira aprovada para essa condição rara e a primeira a atuar diretamente sobre o mecanismo biológico responsável pela progressão da doença.
A doença de Alexander é uma enfermidade neurológica rara, progressiva e potencialmente fatal, causada por mutações no gene da proteína glial fibrilar ácida (GFAP). O acúmulo anormal dessa proteína nos astrócitos leva à disfunção do sistema nervoso, podendo resultar em crises epilépticas, perda de marcos do desenvolvimento, dificuldade para deambulação, fraqueza muscular e hipertensão intracraniana. A condição afeta menos de uma pessoa por milhão e, até o momento, o tratamento era limitado ao manejo de sintomas e cuidados de suporte.
O zilganersen é um oligonucleotídeo antissenso administrado por via intratecal a cada três meses. Seu mecanismo de ação consiste na redução da produção da proteína GFAP, com o objetivo de evitar seu acúmulo e minimizar o dano neurológico progressivo.
A aprovação foi baseada em um estudo multicêntrico, randomizado e controlado que incluiu 49 pacientes com 2 anos de idade ou mais, além de um subestudo aberto envolvendo crianças menores de 2 anos. Em pacientes com 5 anos ou mais e comprometimento da marcha no início do estudo, o tratamento proporcionou melhora significativa da velocidade de caminhada após 61 semanas em comparação ao grupo controle. Entre crianças de 2 a 4 anos, que não podiam ser avaliadas adequadamente por velocidade de marcha, observou-se melhora das habilidades motoras globais, enquanto os pacientes não tratados apresentaram piora funcional.
Embora os dados clínicos em menores de 2 anos tenham sido limitados pela raridade da doença, análises farmacocinéticas e dados de segurança sustentaram a extensão da indicação para essa faixa etária, permitindo que o medicamento seja utilizado desde a infância até a vida adulta.
Os eventos adversos mais frequentemente relatados incluíram vômitos, dor lombar, cefaleia, tosse e síndrome pós-punção lombar. Casos de meningite asséptica também foram observados durante o desenvolvimento clínico, exigindo monitoramento de sinais e sintomas compatíveis com a condição.
O medicamento recebeu da FDA as designações de Orphan Drug, Fast Track, Breakthrough Therapy e Rare Pediatric Disease, refletindo a gravidade da doença e a necessidade de novas opções terapêuticas para pacientes com condições neurológicas raras.
Publicado el 11 de septiembre de 2026
Doença de Alexander
FDA aprova primeiro tratamento para doença de Alexander
Zilganersen, medicamento baseado em oligonucleotídeo antissenso, tornou-se a primeira terapia aprovada para a doença de Alexander após demonstrar benefícios funcionais em diferentes faixas etárias e atuar diretamente na causa da doença por meio da redução da proteína GFAP.
Fuente: Food and Drug Administration (FDA) FDA Approves First Drug to Treat Alexander Disease
A U.S. Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Zanvastro (zilganersen) para o tratamento da doença de Alexander em pacientes pediátricos e adultos. A terapia é a primeira aprovada para essa condição rara e a primeira a atuar diretamente sobre o mecanismo biológico responsável pela progressão da doença.
A doença de Alexander é uma enfermidade neurológica rara, progressiva e potencialmente fatal, causada por mutações no gene da proteína glial fibrilar ácida (GFAP). O acúmulo anormal dessa proteína nos astrócitos leva à disfunção do sistema nervoso, podendo resultar em crises epilépticas, perda de marcos do desenvolvimento, dificuldade para deambulação, fraqueza muscular e hipertensão intracraniana. A condição afeta menos de uma pessoa por milhão e, até o momento, o tratamento era limitado ao manejo de sintomas e cuidados de suporte.
O zilganersen é um oligonucleotídeo antissenso administrado por via intratecal a cada três meses. Seu mecanismo de ação consiste na redução da produção da proteína GFAP, com o objetivo de evitar seu acúmulo e minimizar o dano neurológico progressivo.
A aprovação foi baseada em um estudo multicêntrico, randomizado e controlado que incluiu 49 pacientes com 2 anos de idade ou mais, além de um subestudo aberto envolvendo crianças menores de 2 anos. Em pacientes com 5 anos ou mais e comprometimento da marcha no início do estudo, o tratamento proporcionou melhora significativa da velocidade de caminhada após 61 semanas em comparação ao grupo controle. Entre crianças de 2 a 4 anos, que não podiam ser avaliadas adequadamente por velocidade de marcha, observou-se melhora das habilidades motoras globais, enquanto os pacientes não tratados apresentaram piora funcional.
Embora os dados clínicos em menores de 2 anos tenham sido limitados pela raridade da doença, análises farmacocinéticas e dados de segurança sustentaram a extensão da indicação para essa faixa etária, permitindo que o medicamento seja utilizado desde a infância até a vida adulta.
Os eventos adversos mais frequentemente relatados incluíram vômitos, dor lombar, cefaleia, tosse e síndrome pós-punção lombar. Casos de meningite asséptica também foram observados durante o desenvolvimento clínico, exigindo monitoramento de sinais e sintomas compatíveis com a condição.
O medicamento recebeu da FDA as designações de Orphan Drug, Fast Track, Breakthrough Therapy e Rare Pediatric Disease, refletindo a gravidade da doença e a necessidade de novas opções terapêuticas para pacientes com condições neurológicas raras.