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Publicado el 11 de septiembre de 2026

Doença de Alexander

FDA aprova primeiro tratamento para doença de Alexander

Zilganersen, medicamento baseado em oligonucleotídeo antissenso, tornou-se a primeira terapia aprovada para a doença de Alexander após demonstrar benefícios funcionais em diferentes faixas etárias e atuar diretamente na causa da doença por meio da redução da proteína GFAP.

Fuente: Food and Drug Administration (FDA) FDA Approves First Drug to Treat Alexander Disease

A U.S. Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Zanvastro (zilganersen) para o tratamento da doença de Alexander em pacientes pediátricos e adultos. A terapia é a primeira aprovada para essa condição rara e a primeira a atuar diretamente sobre o mecanismo biológico responsável pela progressão da doença. 

A doença de Alexander é uma enfermidade neurológica rara, progressiva e potencialmente fatal, causada por mutações no gene da proteína glial fibrilar ácida (GFAP). O acúmulo anormal dessa proteína nos astrócitos leva à disfunção do sistema nervoso, podendo resultar em crises epilépticas, perda de marcos do desenvolvimento, dificuldade para deambulação, fraqueza muscular e hipertensão intracraniana. A condição afeta menos de uma pessoa por milhão e, até o momento, o tratamento era limitado ao manejo de sintomas e cuidados de suporte. 

O zilganersen é um oligonucleotídeo antissenso administrado por via intratecal a cada três meses. Seu mecanismo de ação consiste na redução da produção da proteína GFAP, com o objetivo de evitar seu acúmulo e minimizar o dano neurológico progressivo. 

A aprovação foi baseada em um estudo multicêntrico, randomizado e controlado que incluiu 49 pacientes com 2 anos de idade ou mais, além de um subestudo aberto envolvendo crianças menores de 2 anos. Em pacientes com 5 anos ou mais e comprometimento da marcha no início do estudo, o tratamento proporcionou melhora significativa da velocidade de caminhada após 61 semanas em comparação ao grupo controle. Entre crianças de 2 a 4 anos, que não podiam ser avaliadas adequadamente por velocidade de marcha, observou-se melhora das habilidades motoras globais, enquanto os pacientes não tratados apresentaram piora funcional. 

Embora os dados clínicos em menores de 2 anos tenham sido limitados pela raridade da doença, análises farmacocinéticas e dados de segurança sustentaram a extensão da indicação para essa faixa etária, permitindo que o medicamento seja utilizado desde a infância até a vida adulta. 

Os eventos adversos mais frequentemente relatados incluíram vômitos, dor lombar, cefaleia, tosse e síndrome pós-punção lombar. Casos de meningite asséptica também foram observados durante o desenvolvimento clínico, exigindo monitoramento de sinais e sintomas compatíveis com a condição. 

O medicamento recebeu da FDA as designações de Orphan Drug, Fast Track, Breakthrough Therapy e Rare Pediatric Disease, refletindo a gravidade da doença e a necessidade de novas opções terapêuticas para pacientes com condições neurológicas raras.