A Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Rusfertide (Mimrylo®) para o tratamento de adultos com policitemia vera, doença hematológica rara caracterizada pela produção excessiva de hemácias. O aumento dessas células sanguíneas pode elevar a viscosidade do sangue e aumentar o risco de complicações cardiovasculares, como trombose, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto do miocárdio.
O rusfertide é o primeiro medicamento aprovado para a policitemia vera que atua como um mimético da hepcidina, hormônio responsável pela regulação do ferro no organismo. Ao reduzir a disponibilidade de ferro para a produção de novas hemácias, o tratamento ajuda a controlar a eritropoiese excessiva e a manter os níveis de hematócrito dentro das metas terapêuticas.
Segundo a FDA, a aprovação oferece uma nova alternativa para pacientes cuja doença permanece inadequadamente controlada com as terapias atualmente disponíveis. Um dos principais objetivos do tratamento da policitemia vera é manter o hematócrito abaixo de 45%, reduzindo o risco de eventos trombóticos. No entanto, mesmo sob tratamento, muitos pacientes continuam necessitando de flebotomias para manter esse controle, o que pode representar um impacto significativo na rotina e na qualidade de vida.
A decisão regulatória teve como base os resultados do estudo de fase 3 VERIFY, que avaliou 293 pacientes com policitemia vera e necessidade recorrente de flebotomias, mesmo sob tratamento padrão. Os participantes foram randomizados para receber rusfertide ou placebo durante 32 semanas. O tratamento foi iniciado com dose semanal de 19 mg por via subcutânea, com ajustes posteriores conforme a resposta clínica. Ao final do período de avaliação, 76,9% dos pacientes tratados com rusfertide não necessitaram de flebotomias, em comparação com 32,9% daqueles que receberam placebo. As reações adversas mais frequentes foram reações no local da injeção e anemia.
Com essa nova aprovação, a policitemia vera passa a contar com a primeira terapia da classe voltada diretamente à biologia responsável pela superprodução de hemácias, ampliando as opções terapêuticas para pacientes com necessidade persistente de controle da doença.
Published on September 4, 2026
Saúde
FDA aprova primeira terapia da classe para policitemia vera
Rusfertide, primeiro mimético da hepcidina aprovado para a policitemia vera, atua na regulação do metabolismo do ferro e surge como uma nova opção para pacientes que permanecem dependentes de flebotomias frequentes, apesar do tratamento padrão.
Fuente: Food and Drug Administration (FDA) FDA Approves First Drug of Its Kind for Polycythemia Vera, a Rare Blood Disorder
A Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Rusfertide (Mimrylo®) para o tratamento de adultos com policitemia vera, doença hematológica rara caracterizada pela produção excessiva de hemácias. O aumento dessas células sanguíneas pode elevar a viscosidade do sangue e aumentar o risco de complicações cardiovasculares, como trombose, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto do miocárdio.
O rusfertide é o primeiro medicamento aprovado para a policitemia vera que atua como um mimético da hepcidina, hormônio responsável pela regulação do ferro no organismo. Ao reduzir a disponibilidade de ferro para a produção de novas hemácias, o tratamento ajuda a controlar a eritropoiese excessiva e a manter os níveis de hematócrito dentro das metas terapêuticas.
Segundo a FDA, a aprovação oferece uma nova alternativa para pacientes cuja doença permanece inadequadamente controlada com as terapias atualmente disponíveis. Um dos principais objetivos do tratamento da policitemia vera é manter o hematócrito abaixo de 45%, reduzindo o risco de eventos trombóticos. No entanto, mesmo sob tratamento, muitos pacientes continuam necessitando de flebotomias para manter esse controle, o que pode representar um impacto significativo na rotina e na qualidade de vida.
Com essa nova aprovação, a policitemia vera passa a contar com a primeira terapia da classe voltada diretamente à biologia responsável pela superprodução de hemácias, ampliando as opções terapêuticas para pacientes com necessidade persistente de controle da doença.