Crianças com epilepsia apresentam um risco aumentado de desenvolverem transtorno do espectro do autismo (TEA). Saify e colaboradores (2026) examinaram fatores associados à coexistência de autismo e epilepsia em um grande grupo populacional.
Para o estudo, os pesquisadores compararam a prevalência de TEA em crianças com e sem epilepsia com base em registros médicos, além de avaliarem fatores associados, incluindo sexo, idade no momento da identificação do autismo e deficiência intelectual. O estudo incluiu 30.490 crianças da coorte de nascimentos do Condado de Olmsted, em Minnesota, das quais 257 (0,84%) apresentaram diagnóstico de epilepsia antes dos 19 anos de idade.
A prevalência de autismo foi significativamente maior entre as crianças com epilepsia em comparação às crianças sem epilepsia. Ademais, aquelas com epilepsia e TEA apresentaram maior probabilidade de ter deficiência intelectual (56,5% versus 15,4%), eram mais frequentemente do sexo feminino (38,2% versus 25,8%) e tiveram o autismo identificado em uma idade mais precoce (7,4 versus 8,7 anos), em comparação com o grupo controle.
Esses resultados destacaram diferenças clinicamente relevantes dentro desse grupo e reforçaram a importância do diagnóstico precoce, fundamental para melhorar os desfechos a longo prazo.
Publicado el 6 de mayo de 2026
Autismo e epilepsia
Fatores que podem explicar o risco aumentado de autismo em crianças com epilepsia
Pesquisa baseada em registros médicos comparou mais de 30 mil crianças para identificar fatores associados à coexistência entre epilepsia e autismo.
Autor/a: Saify M, Katusic MZ, Myers SM, Voigt RG, Nickels KC, Wirrell EC.
Fuente: Dev Med Child Neurol. 2026;00:1–8. Prevalence of autism in children with epilepsy: A population-based study
Crianças com epilepsia apresentam um risco aumentado de desenvolverem transtorno do espectro do autismo (TEA). Saify e colaboradores (2026) examinaram fatores associados à coexistência de autismo e epilepsia em um grande grupo populacional.
Para o estudo, os pesquisadores compararam a prevalência de TEA em crianças com e sem epilepsia com base em registros médicos, além de avaliarem fatores associados, incluindo sexo, idade no momento da identificação do autismo e deficiência intelectual. O estudo incluiu 30.490 crianças da coorte de nascimentos do Condado de Olmsted, em Minnesota, das quais 257 (0,84%) apresentaram diagnóstico de epilepsia antes dos 19 anos de idade.
A prevalência de autismo foi significativamente maior entre as crianças com epilepsia em comparação às crianças sem epilepsia. Ademais, aquelas com epilepsia e TEA apresentaram maior probabilidade de ter deficiência intelectual (56,5% versus 15,4%), eram mais frequentemente do sexo feminino (38,2% versus 25,8%) e tiveram o autismo identificado em uma idade mais precoce (7,4 versus 8,7 anos), em comparação com o grupo controle.
Esses resultados destacaram diferenças clinicamente relevantes dentro desse grupo e reforçaram a importância do diagnóstico precoce, fundamental para melhorar os desfechos a longo prazo.