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/ Publicado el 4 de marzo de 2025

Revisão sistemática e metanálise

Exposição à poluição do ar e incidência de asma

Material particulado e poluentes gasosos e o risco de desenvolvimento de asma em adultos

Autor/a: Lee, S. et al. 2024

Fuente: The Lancet – Planetary Health Ambient air pollution exposure and adult asthma incidence: a systematic review and meta-analysis

Introdução

A asma é uma condição caracterizada pela hipersensibilidade a fatores ambientais, como a exposição à poluição do ar, que contribui para a variabilidade do fluxo respiratório e o surgimento de sintomas. Esses fatores afetam significativamente as atividades diárias, a qualidade de vida e a necessidade de cuidados médicos. Altas concentrações de poluentes atmosféricos, incluindo material particulado (MP) e gases como dióxido de nitrogênio (NO₂), ozônio (O₃) e dióxido de enxofre (SO₂), estão associadas a um maior risco de morbidade por asma em crianças e adultos.

Embora a poluição do ar seja um fator de risco bem estabelecido para a asma, a incidência da doença em adultos é geralmente menor em comparação com crianças, o que pode ter resultado em menos investigações sobre seu impacto nessa população. Nesse contexto, Lee e colaboradores (2024) avaliaram a relação entre a exposição ao material particulado e poluentes gasosos e o risco de desenvolvimento de asma nessa população.

Métodos

Os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática e metanálise, conduzindo buscas em bases de dados como MEDLINE, Embase, Cochrane e Web of Science até o ano de 2023. Foram incluídos estudos observacionais que analisaram a ocorrência de asma de início tardio na vida adulta e sua relação com a exposição a poluentes atmosféricos. A qualidade dos estudos foi avaliada por meio da escala Newcastle-Ottawa.

Resultados

No total, foram selecionados 25 estudos para a revisão sistemática. Os resultados demonstraram que o risco relativo (RR) agrupado para o desenvolvimento de asma em adultos aumentou em 7% (RR 1,07, IC 95%: 1,01–1,13) para cada incremento de 5 μg/m³ de MP₂,₅ e em 11% (RR 1,11, IC 95%: 1,03–1,20) para cada incremento de 10 μg/m³ de NO₂. No entanto, não foram observadas associações significativas entre a exposição ao O₃ e o risco de asma incidente. Além disso, foi identificada uma heterogeneidade substancial entre os estudos analisados (I² = 88%), o que sugere variações metodológicas e de contexto ambiental que podem influenciar os achados.

Conclusão

Os achados de Lee e colaboradores (2024) reforçaram o papel da poluição do ar, especialmente do MP₂,₅ e do NO₂, na incidência de asma em adultos. Os resultados ressaltaram a necessidade de investigações mais detalhadas sobre aspectos como a composição do MP₂,₅, as concentrações de O₃ e SO₂, e a influência de fatores regionais e individuais na suscetibilidade à doença.

Por fim, destacou-se a importância da padronização metodológica e da harmonização dos relatórios entre estudos, para aprimorar a compreensão do impacto da poluição atmosférica na asma ao longo da vida. Esses esforços são fundamentais para informar políticas públicas e estratégias preventivas mais eficazes.