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Publicado el 21 de julio de 2026

Doenças inflamatórias crônicas

Eosinofilia e gravidade da rinite alérgica em pacientes asmáticos

Níveis elevados de eosinófilos foram associados a formas persistentes de rinite alérgica em pacientes asmáticos.

A asma e a rinite alérgica são doenças inflamatórias crônicas das vias aéreas que frequentemente coexistem e compartilham mecanismos fisiopatológicos comuns. Estima-se que entre 60% e 80% dos pacientes asmáticos apresentem rinite alérgica concomitante, condição que, quando não controlada adequadamente, pode contribuir para pior controle da asma, maior frequência de exacerbações e impacto significativo na qualidade de vida.

A inflamação eosinofílica desempenha papel central em ambas as doenças, e a contagem absoluta de eosinófilos (CAE) no sangue periférico é um marcador simples, acessível e de baixo custo que tem sido associado à persistência dos sintomas, maior gravidade da rinite alérgica, pior controle da asma e aumento do risco de exacerbações.

Diante da escassez de evidências sobre o papel desse biomarcador inflamatório na estratificação da rinite alérgica em indivíduos asmáticos, Kosh e colaboradores (2026) avaliaram a associação entre os níveis de CAE e a gravidade da doença, classificada de acordo com os critérios da iniciativa Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma (ARIA).

Os autores realizaram um estudo observacional transversal com 68 pacientes portadores de asma e rinite alérgica atendidos em um hospital terciário. A gravidade da rinite alérgica foi classificada em quatro categorias (leve intermitente, leve persistente, moderada-grave intermitente e moderada-grave persistente) e a CAE foi registrada para todos os pacientes e comparada com a gravidade da rinite alérgica utilizando como ponto de corte 300 células/μL.

A amostra foi composta predominantemente por mulheres e a maioria dos pacientes pertencia à faixa etária acima de 50 anos. A categoria mais frequente foi a rinite alérgica moderada-grave persistente e a rinite alérgica leve persistente, responsáveis por 30,8% e 29,4% dos casos, respectivamente.

Além disso, níveis elevados de eosinófilos (CAE ≥ 300 células/μL) foram observados principalmente em pacientes com rinite alérgica persistente, com predomínio das formas leve persistente (35%) e moderada-grave persistente (27,5%).

Em resumo, os resultados reforçaram a associação entre asma, rinite alérgica e inflamação eosinofílica, indicando que a CAE pode ser um marcador simples e acessível para auxiliar na avaliação de indivíduos com maior carga inflamatória e potencialmente mais graves. Os autores destacaram ainda a importância da abordagem integrada das doenças das vias aéreas superiores e inferiores para otimizar o controle da asma e melhorar os desfechos clínicos.