A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Sintomas como dismenorreia, dor pélvica e infertilidade prejudicam significativamente a qualidade de vida dessas pacientes. Dentre as opções terapêuticas, os progestágenos e os anticoncepcionais orais combinados têm demonstrado eficácia no controle da dor e na redução das taxas de recorrência.
Com objetivo de comparar a efetividade clínica de progestágenos versus pílulas anticoncepcionais orais combinadas no alívio da dor e efeitos colaterais associados, Gaio e colaboradores (2025) realizaram uma revisão sistemática e meta-análise. Para isso, eles utilizaram as bases de dados PubMed, Embase e Cochrane Central Register of Controlled Trials para realizar a busca por artigos, desde sua criação até outubro de 2024. Os estudos foram selecionados independentemente do idioma, ano de publicação ou país.
No total, sete estudos foram incluídos, com 948 pacientes, dos quais, 476 receberam progestágenos. A meta-análise não encontrou diferenças significativas entre progestágenos e anticoncepcionais orais combinados para dor pélvica, dismenorreia, dispareunia ou saúde psicológica. Da mesma forma, não foram observadas diferenças significativas nos efeitos colaterais, incluindo sensibilidade mamária, ganho de peso, amenorreia e sangramento.
Em conclusão, progestágenos e anticoncepcionais orais combinados demonstram eficácia comparável no controle da dor pélvica, dismenorreia, dispareunia e saúde psicológica, com perfis de efeitos colaterais semelhantes. Esses achados sugeriram que ambos os tratamentos são opções igualmente eficazes para o controle dos sintomas na endometriose.