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Publicado el 24 de noviembre de 2021

Impacto social

Doação de sangue durante a pandemia COVID-19

A pandemia afastou muitos doadores ao longo de 2020 e aumentou a preocupação com os estoques.

No Brasil, estima-se que os doadores de sangue correspondam apenas 1,9% da população. Com a pandemia de COVID-19, as recomendações para ficar em casa e evitar transportes públicos contribuíram para a baixa procura pelos hemocentros. Além disso, o medo de contágio pelo SARS-CoV-2 causou uma diminuição de 15 a 20% no total de bolsas de sangue em 2020 em comparação com o ano anterior, estima o Ministério da saúde.

No Rio de Janeiro, mesmo com todas as campanhas para atrair voluntários, o HemoRio (Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti) contabilizou com uma queda de 4,4% no número de bolsas se sangue: foram cerca de 78.400 unidades, em 2020, contra aproximadamente 82 mil, em 2019.

No Amazonas, o ano de 2021 começou com metade do volume considerado ideal após uma diminuição de 4,6% de bolsas coletadas em 2020 em comparação com o ano anterior. A maior preocupação foi com a quantidade de sangue tipo O+, que representa cerca de 70% da demanda estatual e é o menos comum entre a população brasileira e, portanto, o mais difícil de se obter.

Segundo o Ministério da Saúde não houve registros de desabastecimento ao longo da pandemia. Fato que pode ter ocorrido devido à adoção de medidas preventivas, como suspensão temporária de cirurgias eletivas. No entanto, houve situações em que o ministério precisou acionar o plano nacional de contingência e transferir milhares de bolsas de sangue de um hemocentro com uma situação mais folgada para outros onde o nível de estoque era considerado crítico.

O desabastecimento coloca em risco a vida de pessoas que precisam receber transfusão de sangue ao serem submetidas a tratamentos, cirurgias e procedimentos médicos complexos, ou que tratam os efeitos de anemias crônicas, complicações da dengue, da febre amarela ou de câncer.

Com a pandemia, todos os hemocentros foram preparados para receber doadores com segurança, sem aglomerações, e em conformidade com recomendações das autoridades sanitária. A maioria funcionou com atendimento pré-agendado, higienização intensificada e distanciamento entre os doadores durante a coleta.

Com o início da vacinação contra a COVID-19, a ANVISA publicou uma Nota Técnica 12/2021 com objetivo de orientar os serviços de hemoterapia sobre os prazos de inaptidão temporária para doação de sangue de candidatos vacinados.

De acordo com o documento, os candidatos a doar sangue devem aguardar 48 horas após o uso de vacinas baseadas em vírus SARS-CoV-2 inativado ou fragmento proteico sintético e sete dias após o uso de vacinas baseadas em vetores virais recombinantes não replicantes e de vacinas que utilizam RNA mensageiro ou DNA.

Sendo assim, no caso da vacina CORONAVAC (Sinovac/Butantan) e da Covaxin (Bharat Biotech) recomenda-se a inaptidão de 48 horas depois da aplicação do imunizante. Se a pessoa tiver sido vacinada com a ChAdOx1 nCoV-19 (AZD1222) – Covishield (Astrazeneca/Oxford/Fiocruz), BNT 162 (BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer), AD26.Cov2.S (Janssen-Cilag), Sputinik V (Gamaleya National Center) ou com a mRNA-1273 (Moderna/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas), o prazo é de 7 dias após a vacinação. Por precaução, deve-se aplicar um adiamento da doação de sangue de pessoas que desenvolveram sintomas ao receber uma vacina por até 7 dias após o fim dos sintomas.