A asma é uma das doenças crônicas mais comuns em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 339 milhões de pessoas sofram de asma globalmente. O controle da asma envolve a monitorização regular dos sintomas, uso adequado dos medicamentos prescritos, identificação de fatores desencadeantes e adoção de medidas preventivas para evitar crises. Para tal, é fundamental que o médico conheça os principais dispositivos inalatórios e suas diferenças e as medicações usadas por via inalatória.
Os dispositivos inalatórios são aparelhos utilizados para administrar medicamentos diretamente nas vias respiratórias. Esses dispositivos permitem que os medicamentos atinjam diretamente os pulmões, onde são necessários, resultando em um efeito mais rápido e eficaz no controle da patologia.
A evolução dos dispositivos se deu tanto por conta da necessidade coordenação do manuseio e a questão do gás propelente – CFC (clorofluroalcano) presente nos dispositivos em aerossol: sua velocidade, diferença de temperatura na boca e a questão ambiental, por conta da aceleração do impacto sobre a camada de ozônio. Sendo assim, foram propostas tanto a substituição do CFC quanto a busca por novas estratégias de “entrega” da medicação, o que resultou na substituição do CFC e desenvolvimento dos inaladores de pó seco.
O “turbuhaler”, um dispositivo de inalação de pó seco, já estava em desenvolvimento desde o início da década de 70, e está na terceira geração. Dispõe de uma tecnologia bastante avançada e é um conjunto de várias patentes. A técnica e o dispositivo são fundamentais para a utilização adequada e consequentemente controle da doença, de modo que a maior quantidade possível do medicamento alcance a via aérea (aonde ele precisa chegar) e que fique o mínimo possível na boca, onde há possibilidade de desenvolvimento de efeitos adversos locais e até absorção sistêmica.
O Dr. José Eduardo, mostra em sua apresentação a “anatomia” do dispositivo turbuhaler, a transformação das partículas a serem inaladas, a forma de utilizar, e inclusive demonstra a experimentação do produto, com todas as suas vantagens e pontos de atenção. Também evidencia que apesar de todas as vantagens, na prática clínica, há espeço para os dispositivos em spray e pó seco, a depender do paciente e sua condição. Destaca ainda, o benefício de contar com apenas um dispositivo para a terapia de manutenção e resgate, facilitando a adesão do paciente.
Veja ainda a iniciativa, lançada pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, em que o Dr. José Cançado, sobre o descarte de dispositivos inalatórios. Assista o vídeo na íntegra:
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