O teste do Pezinho é um exame obrigatório, gratuito e essencial à saúde do recém-nascido, pois tem finalidade de rastrear patologias na população de 0 a 30 anos. Esse teste tem objetivo de detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e/ou infecciosas que poderão causar lesões no bebê.
A maioria das doenças pesquisadas podem ser tratadas com sucesso desde que diagnosticadas antes de manifestar os primeiros sintomas.
Com uma punção na região lateral direita ou esquerda da superfície plantar do bebê é possível retirar algumas gotas de sangue para a realização do exame preventivo. O exame pode ser realizado a partir de 48 horas até 30 dias após o nascimento. Recomenda-se realizá-lo entre o 3o e o 7o dia, idealmente no 5o dia de vida do recém-nascido, pois os resultados são mais confiáveis nessas datas.
Na última semana, a Lei no 14.154 foi sancionada com objetivo de ampliar para 50 o número de doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
As 6 doenças abrangidas atualmente são: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. Com a nova lei, o exame passará a abranger 14 grupos de doenças. Os novos diagnósticos serão implementados em 5 etapas:
1o etapa: hiperfenilalaninemias (excesso de fenilalanina), hemoglobinopatias (doenças relacionadas à hemoglobina) e toxoplasmose congênita.
2o etapa: galactosemias (nível elevado de galactose no sangue), aminoacidopatias, distúrbio do ciclo de ureia e distúrbios de betaoxidação de ácidos graxos.
3o etapa: doenças lisossômicas (que afetam o funcionamento celular)
4o etapa: imunodeficiências primárias (problemas genéticos no sistema imunológico)
5o etapa: atrofia muscular espinhal
Essa lei é de suma importância para evitar mortes prematuras e complicações irreversíveis. Por exemplo, a Síndrome de Hunter é uma patologia difícil de ser diagnosticada, já que seus sintomas são comuns a outras patologias. Sem o tratamento adequado, o paciente pode morrer antes dos 20 anos, mas com o diagnóstico precoce o médico é capaz de desacelerar o avanço da doença.
Ainda de acordo com a lei, a lista de doenças pode ser expandida por meio de revisões periódicas com base em evidências científicas e priorizando doenças de maior prevalência no Brasil que tenham protocolo de tratamento aprovado e com tratamento oferecido pelo SUS.
A lei estabelece que profissionais de saúde devem informar gestantes da importância do teste do pezinho.
Imagem: Freepik.com
Publicado el 5 de junio de 2021
Atualização da lei
Dia nacional do teste do pézinho
A Lei no 14.154 foi sancionada com objetivo de ampliar para 50 o número de doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O teste do Pezinho é um exame obrigatório, gratuito e essencial à saúde do recém-nascido, pois tem finalidade de rastrear patologias na população de 0 a 30 anos. Esse teste tem objetivo de detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e/ou infecciosas que poderão causar lesões no bebê.
A maioria das doenças pesquisadas podem ser tratadas com sucesso desde que diagnosticadas antes de manifestar os primeiros sintomas.
Com uma punção na região lateral direita ou esquerda da superfície plantar do bebê é possível retirar algumas gotas de sangue para a realização do exame preventivo. O exame pode ser realizado a partir de 48 horas até 30 dias após o nascimento. Recomenda-se realizá-lo entre o 3o e o 7o dia, idealmente no 5o dia de vida do recém-nascido, pois os resultados são mais confiáveis nessas datas.
Na última semana, a Lei no 14.154 foi sancionada com objetivo de ampliar para 50 o número de doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
As 6 doenças abrangidas atualmente são: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. Com a nova lei, o exame passará a abranger 14 grupos de doenças. Os novos diagnósticos serão implementados em 5 etapas:
1o etapa: hiperfenilalaninemias (excesso de fenilalanina), hemoglobinopatias (doenças relacionadas à hemoglobina) e toxoplasmose congênita.
2o etapa: galactosemias (nível elevado de galactose no sangue), aminoacidopatias, distúrbio do ciclo de ureia e distúrbios de betaoxidação de ácidos graxos.
3o etapa: doenças lisossômicas (que afetam o funcionamento celular)
4o etapa: imunodeficiências primárias (problemas genéticos no sistema imunológico)
5o etapa: atrofia muscular espinhal
Essa lei é de suma importância para evitar mortes prematuras e complicações irreversíveis. Por exemplo, a Síndrome de Hunter é uma patologia difícil de ser diagnosticada, já que seus sintomas são comuns a outras patologias. Sem o tratamento adequado, o paciente pode morrer antes dos 20 anos, mas com o diagnóstico precoce o médico é capaz de desacelerar o avanço da doença.
Ainda de acordo com a lei, a lista de doenças pode ser expandida por meio de revisões periódicas com base em evidências científicas e priorizando doenças de maior prevalência no Brasil que tenham protocolo de tratamento aprovado e com tratamento oferecido pelo SUS.
A lei estabelece que profissionais de saúde devem informar gestantes da importância do teste do pezinho.
Imagem: Freepik.com