Um estudo de coorte multicêntrico europeu identificou associação entre o consumo de carne processada e maior risco de câncer gástrico e adenocarcinoma esofágico. A análise incluiu mais de 450 mil participantes, provenientes de 10 países europeus, acompanhados por cerca de 14 anos.
Durante o período, foram registrados 876 casos de câncer gástrico e 215 de adenocarcinoma esofágico. Os resultados mostraram que o aumento de 30 g/dia de carne processada esteve associado a um risco 9% maior de câncer gástrico e 13% maior de câncer esofágico, mesmo após ajustes para outros tipos de carne.
Também foi observada associação entre carne processada e subtipos de câncer gástrico, especialmente o tipo intestinal. Entre os homens, o aumento no consumo desse tipo de carne elevou significativamente o risco da doença.
Um achado inesperado foi a associação entre carne branca e maior risco de câncer gástrico não cárdia, particularmente entre mulheres, o que requer validação em estudos futuros.
Segundo os autores, os dados reforçaram a importância de investigar padrões alimentares como fatores modificáveis no risco de câncer e podem contribuir para futuras recomendações nutricionais na prática clínica.