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/ Publicado el 3 de febrero de 2026

Dia mundial do câncer

Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

Doença é a segunda causa de morte no país, apontou Inca.

Autor/a: Ana Cristina Campos

Fuente: Agência Brasil Brasil deve ter 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

O Brasil deve alcançar cerca de 781 mil novos diagnósticos de câncer anualmente entre 2026 e 2028, segundo a nova projeção do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Os dados foram divulgados no dia 4 de fevereiro, durante o Dia Mundial do Câncer, no Rio de Janeiro.

A publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil destaca que a doença já ocupa a segunda posição entre as principais causas de morte no país, aproximando-se das doenças cardiovasculares.

O aumento previsto reflete não apenas o envelhecimento da população, mas também desigualdades regionais e dificuldades persistentes no acesso à prevenção, ao rastreamento e ao tratamento oportuno.

> Tipos de câncer mais frequentes

Homens

  • Próstata – 30,5%
  • Cólon e reto – 10,3%
  • Pulmão – 7,3%
  • Estômago – 5,4%
  • Cavidade oral – 4,85%

Mulheres

  • Mama – 30%
  • Cólon e reto – 10,5%
  • Colo do útero – 7,4%
  • Pulmão – 6,4%
  • Tireoide – 5,1%

> Desigualdades regionais e fatores associados

O câncer de colo do útero permanece entre os mais incidentes nas regiões Norte e Nordeste, refletindo lacunas no rastreamento e no acesso ao exame citopatológico. O câncer gástrico, mais ligado a fatores socioambientais, também é mais frequente entre homens dessas regiões. Por sua vez, tumores associados ao tabagismo — como pulmão e cavidade oral — continuam mais comuns no Sul e Sudeste, regiões onde o consumo histórico de tabaco é mais elevado.

Segundo o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, o crescimento contínuo do câncer de cólon e reto é motivo especial de preocupação. Ele relaciona esse aumento a fatores como exposição precoce a dietas não saudáveis, obesidade crescente, sedentarismo e mudanças no estilo de vida. “Essas tendências mostram que precisamos intensificar ações de prevenção e promoção da saúde”, afirmou.

> Prevenção e políticas públicas

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a vacinação contra o HPV já tem contribuído para a queda na incidência de câncer do colo do útero. Ele reforçou que a prevenção continua sendo a estratégia mais potente na redução da carga da doença.

“É essencial combater hábitos associados ao desenvolvimento do câncer, como o tabagismo — especialmente entre jovens que usam dispositivos eletrônicos — além de enfrentar o avanço da obesidade”, declarou Padilha.

Durante a agenda no Rio de Janeiro, o ministro também anunciou a adesão da Amil ao programa "Agora Tem Especialistas", que ampliará a oferta de cirurgias eletivas para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), com a previsão de 600 procedimentos realizados na rede privada.